Uma petição pública (ver AQUI) está a exigir o alargamento da Ponte da Caima, sobre o rio Tejo, entre Constância Sul e Praia do Ribatejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha. Os promotores pretendem que a travessia passe a dispor de duas vias de circulação, uma em cada sentido, eliminando o atual sistema de trânsito alternado regulado por semáforos.
A petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, ao ministro das Infraestruturas e Habitação e à Infraestruturas de Portugal (IP), reclama uma intervenção urgente naquela ligação rodoviária, utilizada diariamente por residentes e trabalhadores da região do Médio Tejo.
No documento, os subscritores consideram que a atual configuração da ponte constitui um estrangulamento à circulação rodoviária, provocando filas de espera e atrasos nas deslocações entre as duas margens do Tejo.
A travessia, situada junto à fábrica da Caima, funciona com uma única via de circulação, obrigando os veículos a aguardar pela abertura dos semáforos para atravessarem a ponte alternadamente.
Segundo os promotores da petição, esta situação afeta particularmente quem utiliza a ligação nas deslocações diárias para o trabalho, estabelecimentos de ensino e serviços públicos.
Um dos argumentos apresentados é o alegado crescimento do fluxo automóvel naquela travessia, sobretudo quando se verificam constrangimentos noutras ligações rodoviárias da região.
O documento refere expressamente a Ponte da Chamusca, apontando que os condicionamentos ou cortes de circulação naquela infraestrutura contribuem para aumentar a pressão sobre a Ponte da Caima.
Os subscritores defendem que a atual estrutura de via única deixou de responder às necessidades das populações e à dinâmica económica do território.
Além dos atrasos, a petição aponta impactos ambientais e económicos associados às paragens frequentes nos semáforos.
Na perspetiva dos promotores, a permanência dos veículos nas filas de espera contribui para o aumento das emissões poluentes e representa uma perda de tempo e produtividade para os utilizadores.
A petição apresenta duas reivindicações principais.
A primeira passa pela realização de estudos técnicos e pela execução das obras de engenharia necessárias ao alargamento da ponte, permitindo a criação de duas vias de circulação permanentes, uma em cada sentido.
A segunda consiste na eliminação do atual sistema de semáforos, que regula o trânsito alternado e obriga os automobilistas a aguardar pela sua vez de atravessar o Tejo.
Os promotores pretendem que a Assembleia da República e o Governo, através da Infraestruturas de Portugal, promovam as diligências necessárias para avaliar e concretizar a intervenção.
A iniciativa coloca novamente em discussão as condições de mobilidade rodoviária entre Constância e Vila Nova da Barquinha, numa ligação utilizada também por quem se desloca entre outros concelhos do Médio Tejo.
A petição não apresenta, no texto divulgado, estimativas para o custo das obras nem um calendário para a sua eventual concretização.
A proposta de alargamento dependerá, por isso, da avaliação técnica da infraestrutura, da viabilidade da intervenção e das decisões das entidades responsáveis.
Com esta iniciativa, os subscritores procuram levar às autoridades nacionais a reivindicação de uma travessia com circulação simultânea nos dois sentidos, que consideram necessária para reduzir os constrangimentos rodoviários naquela zona do Médio Tejo.