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Sardoal: Alunos “inauguram e descobrem” a nova escola

2021-01-05
Foto: Paulo Sousa
Foto: Paulo Sousa

Segunda-feira, dia 4 de janeiro de 2021.
Os risos, as conversas num tom mais elevado, a excitação da descoberta... O Ano Novo começou com uma escola nova.
Foi assim que se viveu o início do 2.º período na Escola sede do Agrupamento de Escolas de Sardoal.
Um processo que levou 12 anos a tornar-se realidade, uma luta por parte do agora presidente da Câmara, Miguel Borges, que neste dia viu “um sonho tornar-se realidade”. Puxou pela memória e recordou “a primeira reunião que fiz foi em Lisboa, recém-eleito vice-presidente, e foi no Ministério da Educação no sentido de sensibilizar os decisores na altura para a importância da escola. Esta luta já vinha de trás, quando era presidente do Conselho geral da escola e já tinha sido feita uma avaliação sobre o estado da escola, há 13 ou 14 anos, porque a escola já precisava de uma intervenção na ordem de 1 milhão e 400 mil euros, segundo uma análise feita pelos técnicos do Ministério da Educação”.
Miguel Borges afirmou ainda que, “a determinada altura, os equipamentos escolares eram a chamada prioridade negativa, ou seja, era preciso justificar muito bem”.
Houve uma avaliação difícil, disse o autarca, que acrescentou que na altura a escola não entrou naquele grupo do Parque Escolar. E ainda bem que foi assim”, afirmou, “porque a escola é nossa, é do Sardoal, não é da Parque Escolar, tem financiamento comunitário e tem a primeira fase concluída”.
O mais importante, realçou o presidente, “é o facto de as crianças poderem entrar na porta da escola e só saírem no final do dia de aulas”, lembrando que agora as crianças não estão expostas ao exterior nem às condições climatéricas adversas, como acontecia no antigo edifício.
Na segunda fase está então prevista a construção do Pavilhão Desportivo. “Aqui o mais difícil vai ser a demolição do que está, é o que vai demorar mais tempo porque temos os dois pavilhões e o pavilhão polivalente com placas de fibrocimento, que contém amianto, e vai ser um processo mais complicado. Nós acreditamos que no final de maio a obra esteja totalmente concluída”. Miguel Borges adiantou que “o Pavilhão é da escola, é o Pavilhão Escolar” mas que fora do horário escolar estará disponível para a comunidade, tal como já acontecia anteriormente. Um pavilhão “com todas as condições” que poderá proporcionar o desenvolvimento de outras modalidades no concelho.

Ana Paula Sardinha, diretora da escola, e Miguel Borges, presidente da Câmara de Sardoal (Foto: Antena Livre)


A diretora da escola, Ana Paula Sardinha reforçou a ideia de “um sonho tornado realidade” e deu os parabéns à autarquia do Sardoal por ter “apostado na educação do concelho.
Para a diretora, “os nossos alunos são excelentes e merecem estas condições. Eu até comentava com o senhor presidente que eu parecia uma adolescente na véspera do primeiro dia de aulas, sentia borboletas e praticamente não consegui dormir”. Ana Paula Sardinha não escondeu o contentamento que sentiu ao ver os alunos a quererem explorar a escola, que demorou cerca de dois anos a ficar concluída. “É algo que nos enche o coração e eu ainda nem consigo explicar a alegria que sinto”.
Quanto aos constrangimentos durante o tempo que durou a obra, a diretora confirmou que “foram mínimos pois os alunos estiveram sempre dentro de uma sala de aula, afetada a cada turma”. As dificuldades foram mais sentidas na prática da Educação Física, colmatadas “com situações alternativas, como a utilização do pavilhão dos bombeiros, do Complexo Desportivo Municipal e das piscinas”. Já a redução do espaço de recreio foi compensada “com os espaços verdes do outro lado da escola”.
Para Miguel Borges, “o sucesso no processo de aprendizagem também se faz com boas condições de trabalho”, e, como tal, “os nossos alunos, os nossos professores, os nossos funcionários, merecem uma escola do século XXI como o resto do país já tem”.
A nova escola conta com 22 salas de aula, sala de música, laboratórios, salas de TIC, biblioteca, salas de E.V.T., áreas exteriores cobertas, papelaria, refeitório, recreio coberto e um polidesportivo ao ar livre.
Trata-se de um investimento avaliado num total de 5ME, financiado a 85% por fundos comunitários.

(Foto: Antena Livre)

2021-01-05