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A. MatosCar
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Ourém: Tejo Ambiente avança com investimentos de 14,3 ME em água e saneamento

30/06/2026 às 12:20

A Tejo Ambiente tem em execução a expansão da rede de saneamento em Urqueira, Ourém, e mobiliza mais de 14,3 milhões de euros (ME) em investimentos ao abrigo do Portugal 2030, dos quais 4,8 ME estão no terreno.

A empresa intermunicipal, que agrega seis municípios do Médio Tejo e tem sede em Ourém, no distrito de Santarém, informou hoje, em comunicado, que o montante de 14,3 ME corresponde a um conjunto de investimentos destinados à modernização das infraestruturas de abastecimento de água e saneamento, à melhoria da eficiência hídrica e ao reforço da sustentabilidade ambiental.

Dos mais de 14,3 ME previstos, cerca de 4,8 ME dizem respeito a investimentos já aprovados e em execução, enquanto aproximadamente 9,5 ME correspondem a candidaturas atualmente em análise pelas autoridades de gestão.

Entre as empreitadas em curso, a empresa destaca a execução das redes de drenagem de águas residuais na freguesia de Urqueira, no concelho de Ourém, a expansão das redes de saneamento na localidade de Alqueidão, através dos Instrumentos Territoriais Integrados (ITI), e a construção do Emissário do Olival E2.1 – Parte B, também em Ourém.

Em fase de aprovação estão candidaturas apresentadas no âmbito dos ITI da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo para intervenções nos concelhos de Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha.

Segundo a Tejo Ambiente, estes projetos incluem a renovação e ampliação de redes de abastecimento e saneamento, o reforço da telemetria, a melhoria da eficiência hídrica e a modernização de infraestruturas consideradas estratégicas.

A empresa salienta ainda a candidatura para a remodelação e modernização da ETAR do Alto Nabão, no concelho de Ourém, intervenção que permitirá aumentar a capacidade e a eficiência do tratamento de águas residuais.

Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração da Tejo Ambiente, Tiago Carrão, afirma que estes investimentos “representam uma aposta clara na modernização dos serviços públicos essenciais, contribuindo para sistemas mais eficientes, resilientes e sustentáveis, preparados para responder aos desafios atuais e futuros do setor da água”.

O responsável considera ainda que o conjunto de investimentos reforça o papel da empresa “na promoção da sustentabilidade ambiental e da coesão territorial”, contribuindo para as metas nacionais e europeias para o setor da água e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

Em março, Tiago Carrão adiantou à Lusa que a empresa previa investir cerca de 16 ME em 2026, no âmbito de um orçamento global de 27 ME, com prioridade para a modernização das infraestruturas, redução das perdas de água e reforço da sustentabilidade ambiental.

Na altura, o responsável referiu também que, desde a criação da Tejo Ambiente, em 2019, a empresa tinha investido cerca de 39 ME e reduzido a percentagem de água não faturada de 51,6% para 36%.

O responsável destacou também a preparação da empresa para os impactos das alterações climáticas, incluindo secas prolongadas e eventos extremos, através de planos de contingência e estratégias de resiliência para proteger a população e as infraestruturas.

A médio prazo, até 2030, a Tejo Ambiente ambiciona alcançar universalidade dos serviços, transparência, eficiência ambiental e económica, e promoção da solidariedade social, alinhando-se com objetivos estratégicos nacionais para água, saneamento e resíduos urbanos.

Criada em 2019, a Tejo Ambiente - Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo - assegura a gestão dos serviços públicos de abastecimento de água, saneamento de águas residuais domésticas e resíduos sólidos urbanos em seis concelhos, servindo cerca de 106 mil habitantes.

Lusa

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