“Um momento onde quem nos visita se sente sardoalense”

21/09/2018 às 00:00
Foto de Paulo Sousa

 

Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal, em entrevista ao Jornal de Abrantes, afirma que as Festas do Concelho são um projeto consolidado. O autarca destaca o envolvimento dos sardoalenses no evento, referindo que o grande objetivo é que quem vem ao Sardoal se sinta em casa.

Mais um ano, mais uma edição. Há novidades para a edição 2018 ou falamos de um projeto consolidado?

É um programa consolidado. É um programa no seguimento do trabalho dos anos anteriores. Nós comemoramos o dia do concelho, fazemos estas festas que já têm muitos anos, mas a nossa programação em termos de atividades culturais, em termos desportivos, não se esgota nestes três dias de festa. O que queremos é que durante um ano, o Sardoal tenha muita atividade, animação, cultura, arte, e que não se fixe somente nos três dias de festa do concelho.

No entanto, é durante estes dias que os sardoalenses se reencontram, ou seja, as pessoas que estão fora vêm à terra. Os nossos amigos vêm visitar-nos e são momentos de partilhas e reencontros. Um momento onde quem nos visita se sente sardoalense.

A configuração da festa vai manter-se? Como acontece o envolvimento da comunidade local?

Vamos ter alguns espaços onde a festa se vai centrar. Vamos ter o largo do Pelourinho com o palco principal das festas, tal como tem acontecido. Já a Mostra de Saberes e Sabores regressa na totalidade para a Praça Nova sendo que durante uns anos centramos alguns stands na rua da Câmara, mas assim esta avenida acaba por ficar mais arejada e, por outro lado, concentramos os artesãos o que facilita quem visita. Em termos de segurança também se torna mais fácil, sendo que falamos de um só espaço e não de dois.

Por último, vamos ter o espaço onde continua a animação pela noite dentro por trás da Câmara Municipal, para além dos espaços que são dinamizados pelas associações locais.

Há mais expositores envolvidos? E de fora?

Vão estar connosco cerca de 30 expositores. Damos sempre prioridade aos expositores locais, mas também temos outros expositores de outros locais do país. A título de exemplo, a queijaria de Ródão, que é presença assídua e outros que fazem sempre questão de marcar a sua presença.

Esta é uma excelente oportunidade para mostramos o que de bom temos, fazemos e o que de bom comemos.

Considera que o retorno económico nestes dias é significativo?

Julgo que sim, uma vez que o investimento feito pelos expositores é reduzido. Eles usufruem do espaço e não lhes é cobrado nada, mas é claro que têm as suas despesas, mas se repetem a sua vinda cá há vários anos é porque têm gosto e o trabalho que desenvolvem é do agrado dos sardoalenses.

Como surge a opção por este cartaz musical?

Por duas razões: porque é uma opção com qualidade e com um custo controlado.

Temos conseguido ter um bom programa, que nem sempre é do agrado de todos mas que julgamos ser um programa diversificado, que abrange várias idades. Os Melech Makaya é um grupo jovem, muito dinâmico, muito bem-disposto, que contagia os jovens e os menos jovens. Ala dos Namorados fazem 25 anos de carreira e quinze dias antes fazem um grande espetáculo nos Coliseus, comemorando os anos de carreira. E, por último, o Fadoando que é um grande conjunto de nomes do fado que terminam as nossas festas com uma noite de evocação ao fado como temos feitos nos últimos anos.

Há sobretudo a preocupação de trazer artistas com qualidade. Artistas que não defraudem o público e que são profissionais e que acrescentem algo a quem os ouve. Felizmente, nestes últimos anos temos conseguido trazer qualidade a valores acessíveis e referir que nem sempre o cachet é sinónimo de qualidade.

O Festival Hípico é obrigatório nestas festas?

Nós não imaginamos estas festas sem o Festival Hípico, nem o festival se imagina fora das festas do concelho. O festival tem sido um sucesso durante estes anos e vamos continuar a apostar neste evento com a promoção da Associação da Presa.

O que se espera ao nível de exposições?

Vamos ter uma exposição de escultura e cerâmica de Armando Correia. Um trabalho que vai ser feito muito à volta de Gil Vicente e, portanto, vai estar patente no Centro Cultural.

Depois, no espaço Cá da Terra, vamos ter uma exposição sobre a Filarmónica União Sardoalense. Recentemente, houve uma exposição sobre os Getas desta vez optámos pela filarmónica para dar a conhecer a sua história.

E a comunidade envolve-se cada vez mais no certame?

Era impensável termos as nossas festas sem o envolvimento das nossas coletividades. Desde o folclore, com o Rancho Folclórico “os Resineiros”, desde o Grupo Desportivo “Os Lagartos” que fazem o torneio amizade, desde a Filarmónica que assume um importante papel nas arruadas e no hastear da bandeira, os Gestas que este ano voltam a participar com teatro, às associações que asseguram as tasquinhas - todos, sem dúvida, assumem um papel muito importante. Sem eles era impossível termos o sucesso que temos tido.

Que imagem se pretende passar ao turista? Quais são os objetivos destes festejos?

A imagem de muita alegria onde as pessoas se sintam bem, onde podem apreciar boas exposições, boas músicas e deliciarem-se com aquilo que nós sabemos fazer. Que seja um espaço de alegria, que proporcione um sentimento de felicidade nas pessoas que estão em casa. Que saiam daqui felizes, isso é que é fundamental!

Qual é o investimento alocado para esta edição?

Serão 50 mil euros.

Joana Margarida Carvalho

 

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