Nos últimos dias tem chovido bastante na Península Ibérica, o que levou a um aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo e os seus afluentes.
Nesse sentido, e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no Rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham elevados nos próximos dias. Por isso mesmo a situação meteorológica pode originar “inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento; provocar o transbordo do leito de alguns cursos de água e ribeiras; a instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela ausência do coberto vegetal; o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou o desprendimento de estruturas móveis, ou deficientemente fixadas; ou ainda colocar o piso rodoviário escorregadio com a formação de lençóis de água.
De notar que cerca das 12 horas deste sábado ainda não se verificavam situações fora do normal.
Mesmo assim a Proteção Civil decidiu ativar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, apenas de modo preventivo para acompanhar a evolução das situações.
Desse modo a Proteção Civil do Médio Tejo aconselha as pessoas a retirar, “das zonas confinantes aos cursos de água, normalmente inundáveis, de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens.”
Depois indica para que os animais sejam colocados em locais seguros para evitar a sua presença em zonas inundáveis.
Apesar da aparente normalidade o Comando Subregional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, Infraestruturas de Portugal, EDP-CPPE, Serviços Municipais de Proteção Civil e agentes de Proteção Civil, continuará a acompanhar a evolução os caudais e eventuais impactos na região.