A fadista Cuca Roseta foi distinguida na quinta-feira, 05 de Fevereiro, com o grau de dama da Ordem das Artes e Letras do Governo francês, anunciou a sua promotora.
A cerimónia de entrega das insígnias realizou-se na Embaixada de França, em Lisboa, e na véspera da edição, em formato digital, do novo álbum da fadista, “Douce France”.
A distinção, atribuída pelo ministério francês da Cultura, reconhece o contributo da artista para a projeção internacional da cultura.
“Douce France” reúne 11 canções de intérpretes como Charles Aznavour, Charles Trenet, Barbara, Jacques Brel, Gilbert Bécaud e Édith Piaf, incluindo, entre outros temas, “La Vie en Rose” (Piaf/Louiguy), “Douce France” (Trenet), “Dis, Quand Reviendras-tu?” (Barbara), e “Aï, Mourir Pour Toi”, que Aznavour compôs para Amália Rodrigues.
O álbum, produzido pela própria Cuca Roseta em parceria com Elio Di Tanna, inclui ainda os temas “L’important, c’est la Rose” (Louis Amade/Bécaud), “Avec Le Temps” (Léo Ferré), “Mais Peut-être Qu’un Jour” (Aznavour/Georges Garvarentz) e “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel), entre outros.
Cuca Roseta cantou em Londres, em julho passado, no concerto celebrativo dos 30 anos de carreira do tenor Andrea Bocelli.
A criadora de “O Teu Fado é Ser Feliz” começou a cantar na década de 1990, no coro da igreja dos Salesianos, no Estoril, onde se manteve até 2000. No ano seguinte fez parte da fundação da banda Toranja com Tiago Bettencourt, entre outros músicos, tendo feito as segundas vozes do álbum “Esquissos” (2003).
Em 2005 passou a fazer parte do elenco do Clube de Fado, liderado pelo guitarrista Mário Pacheco. No ano seguinte participou no Festival RTP da Canção e em 2007 faz parte da lista de intérpretes do filme documental “Fados”, de Carlos Saura.
A sua estreia discográfica deu-se em 2012 com um álbum homónimo de fados, produzido pelo músico argentino Gustavo Santaolalla.
A condecoração foi entregue pela embaixadora de França em Portugal, Hélène Farnaud-Defromont.
Ao longo dos anos, várias personalidades da cultura portuguesa têm recebido diferentes insígnias desta distinção criada em maio de 1957 pelo Governo francês, como, entre outros, Amália Rodrigues, António Coimbra Martins, António Filipe Pimentel, António Lobo Antunes, António Victorino d'Almeida, Eduardo Souto de Moura, Fábio Lopez, Joana Vasconcelos, João Charters de Almeida, João Luís Carrilho da Graça, João Pinharanda, Joaquim Benite, José Augusto França, José Saramago, Júlio Pomar, Leonor Silveira, Manoel de Oliveira, Manuel Célio Conceição, Maria Helena Vieira da Silva, Maria João Pires, Mariza, Mísia, Pedro Lapa, Rui Horta, Tânia Carvalho, Tiago Guedes, Tiago Rodrigues e Tony Carreira.
Lusa