ESPECIAL COVID-19

Covid-19: Portugal sem registo de mortes pela terceira vez

2021-04-30

Portugal não tem registo de mortes relacionadas com covid-19 nas últimas 24 horas, sendo o terceiro dia desde o primeiro óbito em que tal se verifica, segundo a Direção-Geral da Saúde.

Portugal registou o primeiro óbito devido à Covid-19 a 16 de março de 2020.

O primeiro dia sem registo de mortes ocorreu cinco meses depois, em 03 de agosto de 2020, e o segundo dia foi na segunda-feira passada.

O boletim de hoje revela ainda o registo de 460 casos de infeção de SARS-CoV-2 nas últimas 24 horas e uma estabilização nos internamentos, sem alteração quer em enfermaria quer em cuidados intensivos.

Portugal tem hoje 324 doentes internados em enfermaria e 89 em cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia já foram contabilizados 836.493 casos confirmados no país e 16.974 óbitos.

Há 23.681 casos ativos em Portugal, menos 52 em relação a quinta-feira, e o número de contactos em vigilância pelas autoridades de saúde diminuiu em 215, totalizando agora 24.100.

Os dados revelam também que mais 512 pessoas foram dadas como recuperadas, fazendo subir para 795.838 o número total desde o início da pandemia em Portugal, em março de 2020.

De acordo com os mais recentes dados da DGS, Portugal tem atualmente 3.165.753 pessoas vacinadas contra a covid-19, das quais 844.080 já estão imunizadas com as duas doses.

O índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2 em Portugal desceu hoje para 0,98 assim como a incidência de casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias, que é agora de 66,9 segundo dados hoje divulgados.

Os números anteriores destes indicadores, divulgados na quarta-feira, indicavam um Rt de 1 e uma incidência de 69,3 casos por 100.000 habitantes.

No boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) divulgado hoje, os números relativos apenas a Portugal continental revelam que o Rt também desceu de 1 para 0,98 sendo também registada uma descida de 66,5 para 64,3 em relação ao valor médio de novos casos de infeção por 100.000 habitantes nos últimos 14 dias.

Os dados do Rt e da incidência são atualizados à segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo foram notificadas 133 novas infeções, contabilizando-se até agora 316.341 casos e 7.193 mortos.

A região Norte tem 212 novas infeções por SARS-CoV-2 e desde o início da pandemia já contabilizou 336.073 casos de infeção e 5.340 mortes.

Na região Centro registaram-se mais 41 casos, acumulando-se 118.672 infeções e 3.014 mortos.

No Alentejo foram assinalados mais 10 casos, totalizando 29.775 infeções e 971 mortos desde o início da pandemia.

Na região do Algarve o boletim de hoje revela que foram registados 37 novos casos, acumulando-se 21.669 infeções e 357 mortos.

A região Autónoma da Madeira registou 15 casos, contabilizando 9.208 infeções e 68 mortes devido à covid-19 desde março de 2020.

Os Açores têm hoje 12 novos casos e contabilizam 4.755 casos e 31 mortos desde o início da pandemia, segundo a DGS.

As autoridades regionais dos Açores e da Madeira divulgam diariamente os seus dados, que podem não coincidir com a informação divulgada no boletim da DGS.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 379.550 homens e 456.630 mulheres, mostram os dados da DGS, segundo os quais há 313 casos de sexo desconhecido, que se encontram sob investigação, uma vez que esta informação não é fornecida de forma automática.

Do total de vítimas mortais, 8.914 eram homens e 8.060 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nos idosos com mais de 80 anos, seguidos da faixa etária entre os 70 e os 79 anos.

Do total de mortes, 11.170 eram pessoas com mais de 80 anos, 3.614 com idades entre os 70 e os 79 anos, e 1.519 tinham entre os 60 e os 69 anos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.168.333 mortos no mundo, resultantes de mais de 150,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

2021-04-30