O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse hoje que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido na próxima semana, já os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.
“A próxima semana vai ser outra vez um período muito grave. Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta se as condições [de calor] se mantiverem”, afirmou Luís Neves na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.
Segundo adiantou, os meios estão a ser distribuídos por todo o país para que se consiga “no primeiro momento, um ataque inicial”.
“Todo o esforço que está a ser alocado é sobretudo no ataque mais próximo e rápido da primeira intervenção”, explicou, adiantando que “cerca de 94 a 95% dos incêndios têm sido extintos nos primeiros momentos”.
Luís Neves lembrou que foi pedida a ativação do mecanismo europeu e disse que falou também com Marrocos para ajudar.
“Falei há uma hora com o meu homólogo de Marrocos e estou à espera de uma resposta em breve”, afirmou.
O ministro da Administração Interna aproveitou a intervenção no ‘briefing’ da Proteção Civil para elogiar as autoridades que combatem os incêndios no terreno - bombeiros, agendes da proteção civil, comandos regionais e presidentes de câmara -, sublinhando o “grande entrosamento” que presenciou na sexta-feira à noite.
“Estive nos comandos de Águeda, Vouzela e Sever do Vouga ontem [sexta-feira] e muito próximo dos locais da frente”, disse, admitindo ter ficado “agradavelmente agradado” com o companheirismo das equipas.
“Vi as temperaturas que estavam por volta da 01:00, 02:00, os índices de humidade, que eram praticamente inexistentes, os ventos fortes. São condições muito adversas que eu pude testemunhar”, avançou, defendendo a necessidade de reforçar o investimento em meios aéreos para combate aos incêndios.
“Esse investimento já está a ser feito mas é naturalmente evolutivo. Temos sempre que repensar”, afirmou.
O ministro lembrou que os próximos dias serão de “grande pressão”, sobretudo com deslocalização da onda de calor para o para o Alentejo e para o sul do país, reconhecendo que ainda se está “no início de um combate firme que vai durar meses”.
Lusa