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A. MatosCar
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Tramagal: Lar do Centro Social está pronto e lista de espera é três vezes maior do que a capacidade

19/06/2026 às 12:50

O lançamento da primeira pedra do lar de idosos do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira, em Tramagal, aconteceu no dia 6 de dezembro de 2023.

Passados menos de três anos, “neste momento, nós temos a obra concluída”. Quem o afirma é António Veiga, da Direção do Centro. O responsável adiantou que “estamos só a aguardar a certificação elétrica por parte das entidades competentes e, de seguida, avançaremos com o pedido de licença de utilização junto do município para que, no mais breve curto prazo, consigamos ter as vistorias finais para podermos começar a trabalhar. É esse o nosso desejo, o desejo da comunidade em geral”.

Uma obra que começou há menos de três anos, “sim, até foi rápido”. António Veiga explica que “correu-nos bem porque quer as empresas que trabalharam connosco, quer a construtora, quer a empresa de fiscalização, conseguiram fazer um excelente trabalho de equipa. O dono da obra também procurou sempre, dentro das suas possibilidades, estar disponível para todas as situações e podemos concluir que foi um sucesso porque não tivemos grandes problemas e a obra está aí, pronta. Está equipada, a aguardar só estas questões burocráticas que, como disse, acreditamos que a breve prazo possam estar ultrapassadas”. Questionado sobre quanto tempo seria o “breve prazo”, o membro da Direção do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Oliveira não se quis comprometer, mas disse acreditar que “nos próximos três ou quatro meses, consigamos estar a trabalhar, dentro daquilo que é a nossa perspetiva e tendo em conta também os passos que já demos ao nível de organização de processos. Portanto, queremos acreditar que nos próximos meses conseguimos ter as portas abertas e pensar em disponibilizar à comunidade as 39 camas que muita falta nos fazem”.

A construção desta nova valência, que Antónia Veiga assumiu ser uma necessidade na freguesia e no concelho, será “uma oferta diferenciada. Existem outras ofertas, mas, efetivamente, fazia falta uma oferta diferenciada nesta zona do concelho”. E reconheceu que “em bom tempo fizemos a nossa candidatura e foi aceite. Temos a obra pronta, só a aguardar estas questões burocráticas que pouco tempo já devem demorar. Mas também são coisas que não controlamos, são coisas que não estão nas nossas mãos. Portanto, aguardamos sempre que os gabinetes consigam, de alguma forma, ser céleres, porque a comunidade está ansiosa e desejosa por ter esta resposta a funcionar”.

O facto desta ERPI - Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, ser a único na freguesia que tem protocolo com a Segurança Social, disse António Veiga que “dá sempre uma confiança diferente às pessoas. E isso ajuda no número de inscrições. Sabemos que a procura é imensa, sabemos que existe por todo o país uma procura imensa para residenciais, mas havendo esta componente, transmite mais confiança às pessoas. Nós não estamos aqui a dizer que os cuidados são diferentes, não é por aí o caminho, mas a interpretação das pessoas é outra e dão-lhes uma ligação diferente. É muito bom conseguirmos ter este protocolo com a Segurança Social através do PROCOOP [Programa de Celebração ou Alargamento de Acordos de Cooperação da Segurança Social], que nos vai permitir também conseguir, de alguma forma, articular aquilo que é o esforço que as famílias fazem ao final do mês”.

As inscrições para o lar já abriram e, neste momento, “temos inscrições para três casas iguais a esta. Portanto, temos mais de 120 inscrições” para as 39 camas disponíveis. O dirigente reconhece que ”a necessidade é imensa, não só a nível concelhio, mas também a nível distrital e a nível nacional, mas nós cá estaremos para dar a resposta à comunidade e com a certeza de que as nossas 39 camas serão ocupadas no dia da abertura”. António Veiga assumiu ainda que “é com este sentimento, com este espírito que nos lançamos ao desafio, não é? Conseguir dar resposta à comunidade dentro daquilo que é o projeto que decidimos abraçar há três anos atrás”.

Então, se antes da inauguração, o lar já tem lista de espera, questionámos António Veiga se o próximo projeto passa pela ampliação do novo lar residencial. “Terreno temos. Nós gostamos de desafios e os desafios estão para encarar. Havendo as parcerias certas, havendo os projetos certos, havendo os programas certos, não seremos nós que diremos que não. Portanto, o desafio é lançado a mim e eu lanço o desafio a quem de direito. O meu papel enquanto dirigente é procurar as parcerias e, se assim for, quando estivermos um bocadinho mais tranquilos, quando estivermos um bocadinho mais descansados, poderemos, eventualmente, pensar em novos desafios porque, como disse, terreno existe, espaço existe, a vontade faz parte do voluntário, a vontade faz parte do espírito das pessoas que abraçam estas causas. Portanto, falta o resto”, admitiu António Veiga.

O novo lar representa um investimento de 1,4 milhão de euros.

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