A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo publicou na segunda-feira, 30 de junho, o Anúncio de Procedimento n.º 16670/2026, que dá início ao concurso público para a aquisição de 12 tendas táticas multifunções, uma para cada município da região, reforçando a capacidade de resposta da sub-região em cenários de emergência e proteção civil.
A iniciativa insere-se na estratégia de reforço dos meios operacionais desenvolvida em estreita articulação entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e o Comando Sub-Regional de Proteção Civil, conforme explicou o comandante sub-regional, David Lobato.
Segundo o responsável, esta aquisição representa mais uma etapa de um plano que tem vindo a reforçar gradualmente os meios disponíveis na região.
"Mantém-se a estratégia de aquisições que adotámos desde o início, sempre em estreita colaboração com a Comissão Regional. Começámos pelos veículos, depois pela embarcação, pelos equipamentos de proteção individual para todos os corpos de bombeiros e agora avançamos para a aquisição de 12 tendas táticas."
Cada um dos módulos será entregue a um dos 11 municípios do Médio Tejo, mais uma para o comando sub-regional, permitindo uma resposta rápida em situações de emergência, mas também a sua utilização partilhada sempre que necessário.
Mais do que simples estruturas de abrigo, as tendas serão fornecidas totalmente equipadas, incluindo sistemas de iluminação, geradores, climatização, cozinhas de campanha e todo o equipamento de apoio necessário ao seu funcionamento.
Quando totalmente instaladas, terão capacidade para acolher entre 100 e 120 pessoas, funcionando como solução temporária para o alojamento de populações deslocadas.
O comandante sublinhou que o objetivo é garantir uma resposta imediata em situações como incêndios rurais, fenómenos meteorológicos extremos ou outras ocorrências que obriguem à evacuação de localidades.
"Se houver necessidade de deslocar pessoas por qualquer situação, como um incêndio que obrigue a retirar uma aldeia, e numa primeira fase não existir capacidade para as instalar em habitações, hotéis ou outras respostas sociais, teremos condições para montar rapidamente um acampamento de desalojados."
Apesar dessa capacidade, o responsável frisou que estas estruturas destinam-se apenas ao acolhimento temporário, até ser encontrada uma solução de alojamento permanente.
Além da vertente de proteção civil, as tendas foram concebidas para desempenhar diversas funções. Poderão ser utilizadas no apoio a eventos municipais, festividades, provas desportivas, ralis e outras iniciativas que exijam infraestruturas temporárias.
Outra das utilizações previstas passa pela instalação de postos de comando operacionais em situações de emergência.
"Estas tendas podem perfeitamente apoiar a instalação de um posto de comando. Embora vários municípios já disponham de veículos de comunicações, se esses meios estiverem ocupados ou indisponíveis, esta solução garante essa capacidade."
David Lobato, comandante Proteção Civil Médio Tejo

Todas as tendas terão especificações técnicas idênticas, permitindo a sua interligação e utilização conjunta, criando estruturas de maiores dimensões sempre que a situação o justifique.
O comandante considera que esta uniformização representa uma mais-valia para toda a comunidade intermunicipal.
"É este pensamento comunitário que está por trás desta decisão. Todos os municípios terão equipamentos iguais, que funcionam da mesma forma, utilizam os mesmos sistemas de iluminação, geradores e climatização. Sempre que um município necessitar de reforço, poderá contar com os restantes."
Com este investimento, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo pretende reforçar a capacidade de resposta dos seus municípios perante situações de emergência, aumentando simultaneamente a cooperação entre autarquias e a partilha de recursos numa lógica de proteção civil integrada.