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Cancro da mama: Médio Tejo mantém unidade de cirurgias ao cancro da mama (c/áudio)

29/02/2024 às 12:16

Sete unidades locais de saúde (algumas da quais com mais de um hospital integrado) vão deixar de fazer cirurgias ao cancro da mama, já a partir do dia 1 de abril. “Deve restringir-se o tratamento cirúrgico do cancro da mama a instituições que realizem pelo menos cem cirurgias por ano e tenham pelo menos dois cirurgiões dedicados”, prescreve a Direção Executiva do SNS (DE-SNS) na deliberação que altera a rede de referenciação para a cirurgia da neoplasia da mama.

Ora, a ULS do Médio Tejo apresentou números abaixo dos 100 durante a pandemia da COVID 19 e apresentou uma proposta à Direção Executiva do SNS com a criação de uma equipa dedicada. Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS explicou aos jornalistas que a ideia foi bem acolhida e o Médio Tejo não integra a lista.

Já questionado se esteve em cima da mesa um eventual encerramento desta unidade, o líder da ULS Médio Tejo, explicou que estão todos em causa, desde que não cumpram os números apresentados pela tutela. Ora, no Médio Tejo o que houve foi o trabalho de antecipação com o desenho de um plano que foi considerado pela Direção Executiva, o que é uma boa notícia para a região.

Casimiro Ramos vincou que esta unidade está e vai continuar a ser desenvolvida na unidade hospitalar de Torres Novas. E adiantou ainda que o número de doentes com esta patologia tem vindo a aumentar com novos casos, mas também trata-se de uma patologia que tem um conjunto de tratamentos que podem minimizar a doença logo no início.

Casimiro Ramos, presidente CA ULS Médio Tejo

Perante as novas regras, deixam de fazer cirurgia a ULS do Oeste, da Cova da Beira, da Guarda, de Castelo Branco, do Baixo Mondego, de Barcelos/Esposende e do Nordeste. No entanto, apesar de serem suspensas as cirurgias, as consultas oncológicas vão manter-se.

 

 

 

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