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Abrantes: Câmara vai pedir informação à ULS sobre urgência de obstetrícia após perguntas do vereador do CHEGA (c/áudio)

11/09/2026 às 16:37

O presidente da Câmara de Abrantes vai pedir à ULS Médio Tejo informação detalhada sobre o funcionamento da urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Abrantes. Manuel Jorge Valamatos garante que o Município fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar o encerramento do serviço.

O futuro e os períodos de indisponibilidade da urgência de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Abrantes foram levantados pelo vereador do CHEGA, Nuno Serra, no período antes da ordem do dia da reunião de Câmara de 8 de setembro.

O vereador defendeu que a população de Abrantes e do Médio Tejo deve conhecer com clareza as condições em que está a funcionar o serviço, recordando que o Hospital de Abrantes se mantém integrado na rede de referenciação hospitalar de obstetrícia e ginecologia como unidade de nível 1.

Nuno Serra pediu dados sobre o número de horas em que a urgência esteve encerrada em 2025 e em 2026, bem como o número de grávidas encaminhadas para outros hospitais, os destinos desses encaminhamentos e os tempos médio e máximo de transporte.

O eleito do CHEGA destacou ainda o aumento do número de partos no Hospital de Abrantes, indicando 823 partos em 2025, contra 755 em 2024, um crescimento próximo dos 9%. Perante estes números, questionou como poderá ser equacionada uma redução da capacidade de resposta quando a procura pelo serviço aumentou.

Entre as questões colocadas estiveram também o número atual de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia, as vagas por preencher, a disponibilidade de enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica e a existência de um plano para reduzir os períodos de encerramento ou outros constrangimentos. 

Nuno Serra quis ainda saber se a Câmara recebeu alguma comunicação formal da ULS Médio Tejo, Direção Executiva do SNS ou Ministério da Saúde sobre o futuro da urgência e questionou a existência de estudos sobre o impacto dos encerramentos temporários na mortalidade e morbilidade materna e neonatal.

 

Nuno Serra, vereador CHEGA CM Abrantes

Na resposta, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, anunciou que vai solicitar informação detalhada à ULS Médio Tejo, considerando que os dados sobre a atividade do serviço são importantes para avaliar a situação.

O autarca salientou o aumento dos nascimentos e a importância do Hospital de Abrantes não apenas para o Médio Tejo, mas também para territórios do Pinhal Interior e da Beira Baixa.

«Nós temos aqui um serviço importantíssimo aos cidadãos. Os cidadãos não podem ficar desprotegidos deste serviço», afirmou Manuel Jorge Valamatos.

O presidente da Câmara garantiu que o Município fará «tudo o que estiver ao nosso alcance» para contribuir para soluções que permitam que a urgência de ginecologia e obstetrícia não encerre.

Valamatos reconheceu, contudo, dificuldades na disponibilidade de profissionais, nomeadamente médicos e especialistas de anestesia, situação que, segundo referiu, afeta também hospitais como os de Santarém, Leiria e da região de Lisboa e Vale do Tejo, com maior pressão durante períodos de férias e fins de semana.

 

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes

O autarca referiu que tem existido articulação entre diferentes unidades hospitalares para responder a essas dificuldades e comprometeu-se a pedir informação mais detalhada à ULS Médio Tejo sobre uma matéria que classificou como preocupante para todos.

 

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