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Mação: Depois das AIGP Município avança dez Condomínios de Aldeia (c/áudio)

6/01/2026 às 11:37
Fotos:CM Mação

O município de Mação vai avançar com a implementação do projeto “Condomínios de Aldeia” em dez localidades do concelho, uma iniciativa financiada pelo Fundo Ambiental, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dirigida às aldeias situadas em territórios de floresta. 

O programa tem como principal objetivo reforçar a proteção e a resiliência das aldeias situadas em áreas florestais vulneráveis, através da gestão do território envolvente às zonas edificadas. As intervenções previstas passam pela reconversão de áreas florestais em áreas agrícolas e agrossilvopastoris, integradas nas faixas de gestão de combustível (FGC), contribuindo para a redução do risco de incêndio rural.

Em declarações à Antena Livre o presidente da Câmara de Mação, José Fernando Martins, explicou o processo. “Quando cheguei ao município deparei-me com essa situação já a existir, mas que estavam parados e até já havia quem tivesse a opinião de não se avançar porque os prazos começavam a estreitar. No entanto, com prazos a terminar no final de junho, temos cerca de seis meses, considero que é tempo suficiente para se fazer alguma coisa portanto, não se fazer nada seria bem pior.”

O autarca explica que reuniu com os técnicos, Gabinete Florestal, Proteção Civil e agendou reuniões com as populações nas diversas aldeias que estão abrangidas. Os condomínios estão localizados, um, na União de Freguesias, duas na freguesia de Envendos, quatro na freguesia de Cardigos e três na freguesia de Carvoeiro. “Aquilo que fizemos nos últimos dias do ano, até aproveitando que muita gente estaria cá, porque aquilo são aldeias já com pouca gente a residir, mas em que as famílias nesta altura ainda vêm portanto, mais proprietários de terrenos, e marcámos, agendámos essas reuniões para essas aldeias e efetivamente tivemos muita participação, pessoas de fora que tiveram conhecimento e que até tiveram a preocupação de estar naquele dia para a reunião.”

A candidatura apresentada pelo município de Mação abrange dez aldeias do concelho: Serra, Arganil, Moita Ricome, Freixoeiro, Freixoeirinho, Galega, Feiteira, Roqueira, Vale de Grou e Venda Nova.
Todas estas aldeias são pequenas, com poucos habitantes, portanto mais vulneráveis. José Fernando Martins notou que “o fogo não avisa quando vem nem de onde é que vem portanto, se chegar à aldeia e se tiver só duas ou três pessoas mais perigoso se torna.” E acrescenta que a “grande aposta com estes Condomínios de Aldeia é, essencialmente, apostar muito na prevenção.”

Apesar de tudo, se serem aldeias pequenas e com poucos habitantes, algumas aldeias ainda têm alguma agricultura no seu interior e em redor. E a ideia passa por “pegar nisso e transformar o resto que é floresta também em terrenos agrícolas.”

Há a intenção de plantar árvores mais resilientes, como o sobreiro, como o medronheiro, castanheiro ou oliveiras, para poder termos zonas agrícolas em redor das aldeias, que torna mias fácil fazer as manutenções e, a partir daí, garantir alguma defesa à aldeia.

José Fernando Martins, presidente CM Mação

São nove AIGP aprovadas e em concretização e que vão modificar a paisagem nas suas áreas de intervenção. José Fernando Martins garante que tem o objetivo de salvaguardar todo o território do concelho. Neste momento estão dez Condomínios de Aldeia neste pacote, “iremos avaliar aquilo que é possível porque nós temos que salvaguardar todas as nossas aldeias, todo o nosso território é para salvaguardar, mas essencialmente as aldeias.”

Se as AIGP têm uma dimensão maior e com mais financiamento, no global são mais de 40 Milhões de Euros, estes Condomínios de Aldeia representam um investimento na ordem dos 380 mil euros. “Não é um investimento muito avultado, mas com uma média de 40 a 50 mil euros por cada aldeia dá perfeitamente para realizar grandes trabalhos”, garante o presidente da Câmara que vê nestes projetos outra vantagem: “não sendo trabalhos de muito porte, permite aqui de alguma forma dinamizar a economia local, dinamizar os empresários que trabalham nesta área das limpezas, para também eles poderem aqui ser uma mais-valia na realização dos trabalhos e também terem a mais-valia daqui da economia que circula.”

José Fernando Martins revela que este é o primeiro pacote que agora há que trabalhar antes do verão para os trabalhos prontos ficarem prontos. “Depois iremos olhar atentamente para o terreno, iremos olhar para outras situações, se calhar para outras aldeias maiores, porque estas são pequenas aldeias, com exceção da Serra. Iremos olhar para outras aldeias maiores e ver como é que podemos fazer a intervenção, tendo sempre o mesmo objetivo, é defender as pessoas e os bens, defender as casas, as habitações, porque esses são o maior tesouro que nós temos no concelho e portanto é por aí que temos que avançar para proteger."
No sentido de esclarecer a população sobre os objetivos e o alcance do projeto, o executivo municipal, em conjunto com o Gabinete Florestal, promoveu reuniões com os habitantes das aldeias abrangidas, realizadas no final do ano.

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