A sub-região do Médio Tejo inicia esta terça-feira, 16 de junho, o reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), 15 dias antes da ativação da fase Delta, que começa a 1 de julho.
“Efetivamente, a partir do dia 16 teremos aqui um reforço de mais três equipas de combate a incêndios e mais 15 homens alocados ao dispositivo e, a partir do dia 1 de julho, com a entrada do nível 4 de empenhamento, estaremos na máxima força”, afirmou o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, que agrega 11 municípios do distrito de Santarém.
Por outro lado, há uma novidade este ano no dispositivo. Trata-se de uma embarcação adquirida pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo para poder atuar em planos de água, fincando a operar na albufeira do Castelo de Bode.
Trata-se de uma embarcação diferenciada em relação às que existem nas corporações de bombeiros, pois é de maior dimensão, permite o transporte de vítimas ou mergulhadores (ou outras equipas de socorro), pode combater incêndios de água para terra ou em equipamentos no plano de água, pois está equipada com canhões que permitem este trabalho.
Para já a Comunidade Intermunicipal deve firmar um acordo com os Municípios de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Tomar para que disponibilizem dois operadores para poderem operar este equipamento.
David Lobato explicou que “neste momento vai ficar alocado no Zêzere, mas tem a possibilidade de, se houver essa necessidade, de ir para o Tejo, logicamente, nas zonas navegáveis.” O comandante mantém expetativa que próxima semana, possivelmente, ou no início de julho, o barco já esteja na sua plena funcionalidade, que é andar a “navegar todo o período diurno, portanto, andará ali por volta das 10h até às 19h, sempre em navegação, para tudo o que seja necessário. Portanto, na parte de auxílio fluvial, neste caso, algum acidente passado possa acontecer, porque nós sabemos que temos essa preocupação.”
David Lobato explica que esta era uma lacuna que existia no médio Tejo, ou seja, com um plano de água, como existe na albufeira do Castelo de Bode, não havia este meio diferenciador. As corporações têm as embarcações para socorro, semirrígidos, mas faltava uma embarcação de grande porte para fazer socorro.
Este barco já teve uma intervenção em incêndio florestal em Tomar, junto à Praia Fluvial. “Foi lá fazer o combate com o auxílio do Meio Aéreo, porque o caminho terrestre para o Corpo Bombeiro de Tomar lá chegar ainda é um sinuoso.”
David Lobato revela também a existência de um histórico de incêndios que passam de uma margem para a outra, normalmente de Tomar para Abrantes ou Sardoal. Se isso se repetir “temos que ter aqui a capacidade de fazer o combate, tentar conseguir fazer o combate na água.”
O comandante da Proteção Civil revelou ainda não conhecer muitas ou conhecer muito poucas regiões que “tenham esta capacidade, tirando as que temos na zona marítima, mas em zonas do interior não temos essa capacidade.”

De 1 de julho a 30 de outubro o Médio Tejo contará com 21 equipas de combate a incêndios e três equipas de apoio logístico, além dos meios instalados nos centros de meios aéreos de Ferreira do Zêzere e do Sardoal e das estruturas permanentes de comando e coordenação.