Antena Livre
Deseja receber notificações?

Mau Tempo: Proteção Civil coloca maioria do território continental em estado de prontidão nível 3 (c/áudio)

22/01/2026 às 16:04

A Proteção Civil colocou quase todo o território nacional continental em estado de prontidão especial de nível 3 entre hoje e sábado, devido ao impacto previsível da neve e da agitação marítima com a passagem da depressão Ingrid.

Este nível vigora entre as 16:00 de hoje e as 23:59 de sábado.

Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante nacional deste organismo, Mário Silvestre, explicou que, “à exceção do Alentejo Central e do Baixo Alentejo, todo o país” vai estar sob este nível de prontidão (a escala vai de 1 a 4, sendo 4 o mais elevado).

Mário Silvestre referiu que a medida envolve um “aumento de 75% dos recursos disponíveis” do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS) e destacou que a agitação marítima “pode causar galgamentos costeiro”.

Mário Silvestre, comandante ANEPC

Na sequência das previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para os próximos dias, referiu, há também um conjunto de “riscos potenciais significativos para as zonas de queda de neve”, com a possibilidade de algumas aldeias e alguns ficarem isolados, o que, além de ter impacto na vida dos cidadãos, se repercute “na capacidade de salvamento”.

O presidente da ANEPC, José Manuel Moura, apelou à colaboração dos cidadãos, pedindo que evitem a deslocação às zonas costeiras “para ver as ondas” provocadas pela agitação marítima ou “às serras para ver a neve”.

Segundo o representante, vão ser enviadas cerca de 10 milhões de mensagens telefónicas de texto (SMS) à população com medidas de proteção.

Nuno Lopes, do IPMA, explicou que a possibilidade de aldeias ou localidades ficarem isoladas devido à queda de neve tem a ver com a neve em cota mais baixas do que o habitual, dando os exemplos de “Viseu, Fundão ou Mêda, ou na zona centro sul, o distrito de Coimbra”, que podem vir a ter “acumulação de neve significativa”.

O responsável não excluiu ainda que o cenário de neve se possa repetir na serra de Montejunto, distrito de Lisboa, ou na serra de Monchique, no Algarve.

“Ou seja, a cota de neve pode ocorrer em sítios onde não há a tradição de lidar com esta situação”, explicou.

Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu vão estar sob aviso vermelho por causa da neve a partir das 00:00 de sexta-feira, segundo o IPMA.

O aviso vermelho (o mais grave numa escala de três), que se prolonga pelo menos até às 09:00 de sábado, deve-se à possibilidade de queda de neve acima de 600/800 metros, com acumulação da ordem de 20 a 30 centímetros acima dos 800 metros e possível formação de gelo.

O instituto adverte para eventuais perturbações graves na circulação e afetação de alguns abastecimentos locais.

Estes são alguns dos efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental, que vão começar a fazer-se sentir a partir da tarde de hoje, tendo o IPMA emitido vários avisos de chuva, vento, neve e agitação marítima.

Ainda por causa da neve, estão sob aviso laranja (o segundo mais grave) Coimbra, Aveiro, Castelo Branco, Guarda e Bragança, alguns já a partir das 21:00 de hoje.

 

Médio Tejo também está em estado de prontidão nível 3

Também a Proteção Civil do Médio Tejo está no nível III de prontidão, o segundo mais grave de uma escala de quatro.

Apesar do distrito de Santarém não ter, de acordo com o IPMA, avisos para os próximos dias, como praticamente todo o território nacional, há um conjunto de situações que preocupam as autoridades, principalmente nas zonas de fronteira do Médio Tejo com Leiria e Castelo Branco.

Por um lado, a Antena Livre sabe, que haverá uma especial atenção à probabilidade de queda de neve a cotas de 400 metros de altitude o que poderá, a acontecer, causar constrangimentos no concelho de Mação e Ferreira do Zêzere. Mas a precipitação e as temperaturas baixas podem causar zonas de gelo nas estradas da região, criando um nível alto de perigo.

Acrescenta-se a possibilidade de chuvas mais intensas que podem criar inundações em meio urbano ou os ventos fortes que podem levar à queda de estruturas.

 

 

Partilhar nas redes sociais:
Partilhar no X
PUB
Capas Jornal de Abrantes
Jornal de Abrantes - janeiro 2026
Jornal de Abrantes - janeiro 2026