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OPINIÃO: «A Psicoterapia orientada para o amor», por Luís Barbosa

2021-05-04
Luis Barbosa
Luis Barbosa

SALPICOS de CULTURA.....

A Psicoterapia orientada para o amor”

Vitor Rodrigues foi um colega de quem retive memória quando ainda andava dando aulas pelos corredores das universidades. Na altura apenas contactei com alguns livros que fazem parte do seu acervo bibliográfico. O contacto pessoal veio a acontecer muito depois. Felizmente que este último, em nada deslustrou a ideia que já tinha colhido do autor que na editora Livros Horizonte publicou “Passagens Interiores” em 2001, “Portas e Caminhos” em 2002, e “Reencontros”, também em 2002. Foi no domínio que em Psicologia da Educação se chama Desenvolvimento Pessoal e Humano que recorri aos saberes do colega Vitor Rodrigues e pude então constatar como as suas obras eram bons lenitivos para quem se queria dedicar a percorrer as coisas da relação humana.

Contudo, embora o autor tenha escrito e publicado mais obras que as aqui referidas, uma delas era mais escolhida que outras. “Reencontros” sempre foi a que os alunos mais gostavam de compulsar, e eu devo confessar que esta escolha me satisfazia. Porquê? Porque não se tratando de obra de grande volume, o livro tem apenas 131 páginas, é um escrito que utiliza uma forma muito direta de tratar os assuntos, revela grande sentido prático nas abordagens e transmite um sentir humano que sabe bem recriar.

O autor apresenta-se como psicoterapeuta, mas logo nas primeiras páginas se revela um autêntico apaixonado pela consciência humana. Contrariando muito do que outros autores fazem, mescla o saber teoricamente aprendido com o que lhe chega à mente a partir das suas próprias experiências pessoais. A prática de consultório não é posta de parte, e ao invés de fazer dela um tabu, aproveita-a para se lançar num desafio permanente entre a precisão conceptual de um universitário exigente, o trabalho psicológico e espiritual sobre si mesmo e o conhecimento de tradições religiosas ou esotéricas para, segundo é dito na contracapa do livro referido, “produzir livros simples, mas profundos e extremamente úteis”.

Ainda na referida contracapa é dito que o autor recorre a “ensaios sintéticos e a exercícios práticos carregados de toques de humor, que nos abrem simultaneamente para um autoconhecimento mais lúcido e profundo, para a dimensão sagrada e para a possibilidade de nos transformarmos em seres humanos melhores e mais felizes”.

Bem, penso que consegui justificar a escolha que fiz para o texto que hoje deixo à consideração alheia. É que no momento em que olho à volta e vejo tanta tristeza e infelicidade nos olhares, apetece-me ter por perto alguém que consiga encher a alma de imagens orientadas para a felicidade. A obra é quanto a mim um hino ao amor, e nela o autor trata temas como a Luxúria, a Vida em Casal, os Problemas Sexuais, a Homossexualidade, a Sedução, as Coisas da Alma, a Autoestima, a Vingança, a Solidão, os Juízos de Valor e a importância da chamada Cura Pessoal.

Por mim é de facto livro que vale a pena ler, não apenas para que se fique com mais conhecimento, mas sobretudo para que a bandeira da felicidade desfralde bem alto por sobre os nossos ombros, que o mesmo é dizer, por cima da humanidade.

Despeço-me com amizade,

Luís Barbosa*

*Investigador em psicologia e ciências da educação
SALPICOS DE CULTURA, uma parceria com a Associação Internacional de Estudos Sobre a Mente e o Pensamento (AIEMP)

2021-05-04