A Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém desativou hoje o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo, após a descida dos caudais libertados pelas barragens e a redução do nível hidrométrico do rio.
A desativação do plano deve-se ao facto de os caudais estarem em cerca de mil metros cúbicos por segundo (m3/s), “resultado das descargas das barragens a montante de Almourol e, como esta situação já se mantém há alguns dias, entendemos que deixa de fazer sentido este plano de emergência estar ativo”, disse à agência Lusa o presidente da Comissão distrital da Proteção Civil de Santarém, Manuel Jorge Valamtos, que também preside ao município de Abrantes.
Segundo este responsável, no Médio Tejo o rio regressou ao leito normal, embora na Lezíria persistam algumas zonas inundadas e sinais da cheia.
“Há muitos sinais ainda da presença das cheias, pela destruição que as mesmas deixaram ao longo das margens do rio, mas as ribeiras já voltaram aos seus percursos normais. Os rios Tejo e Zêzere, embora ainda com níveis elevados, estão já muito longe de constituírem perigo para as nossas populações, e entendemos que não faz sentido continuar a manter o plano ativo”, reforçou.
O plano especial prevê quatro níveis - azul, amarelo, laranja e vermelho (o mais grave) - e foi ativado em 24 de janeiro no nível amarelo, devido ao aumento considerável dos níveis hidrométricos e dos caudais do Tejo, em especial dos provenientes de Espanha.
No dia 05 de fevereiro subiu para nível vermelho, com 8.600 metros cúbicos por segundo (m3/s) registados no ponto de medição de Almourol, tendo atingido o pico de cheia na madrugada de 06 de fevereiro, com 9.057 m3/s.
O alerta foi reduzido para amarelo em 16 de fevereiro, para azul no sábado, dia 21, e hoje, dia 27, foi desativado.
Às 09:00 de hoje, o caudal registado em Almourol era de 1.037 m3/s, em linha com os valores dos últimos dias e muito abaixo dos máximos registados no início do mês.
Apesar da desativação do plano, mantêm-se constrangimentos em diversas vias de vários concelhos do distrito de Santarém, nomeadamente na Lezíria do Tejo.
Mais de uma centena de estradas continuam afetadas, devido a submersões, abatimentos de via, movimentos de massa, colapso de infraestruturas e quedas de taludes, mantendo-se o apelo à população para que circule com precaução e utilize vias alternativas já desimpedidas.
Lusa