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A. MatosCar
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Rio de Moinhos: Requalificação da Ribeira evitou prejuízos maiores, defende autarca de Abrantes (c/áudio)

25/06/2026 às 10:57

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes considera que a intervenção realizada na Ribeira de Rio de Moinhos foi determinante para minimizar os impactos das fortes chuvadas e cheias registadas durante o último inverno, defendendo que sem a obra os prejuízos teriam sido significativamente mais elevados para populações e habitações situadas junto à linha de água.

Na última reunião do executivo municipal, realizada a 23 de junho, foi aprovada a conta final da empreitada de requalificação desta ribeira no valor de 2 Milhões 474 mil euros. O valor vai ser enviado à empresa Ilhaugusto para validação. Manuel Jorge Valamatos fez o balanço desta empreitada da Agência Portuguesa do Ambiente que foi executada pelo Município de Abrantes.

Segundo o autarca, a intervenção executada correspondeu à quase totalidade do projeto inicialmente previsto, tendo ficado por concretizar apenas alguns troços devido a providências cautelares que impediram a realização dos trabalhos nessas zonas.

“No projeto inicial estava previsto um troço muito significativo de requalificação da Ribeira de Rio de Moinhos e isso foi feito quase na sua totalidade, exceto alguns troços que não foi possível intervencionar devido às providências cautelares”, explicou.

De acordo com Manuel Jorge Valamatos, caberá agora à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) avaliar a situação dessas áreas e decidir se serão necessárias novas intervenções ou outros procedimentos para concluir os trabalhos inicialmente projetados.

O presidente da Câmara recordou que o município assumiu a realização de uma intervenção que, em condições normais, seria da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, considerando que os resultados ficaram evidentes durante os episódios de precipitação intensa registados nos últimos meses.

“As últimas cheias vieram provar que esta intervenção foi absolutamente decisiva na requalificação da ribeira e criou condições para que, em situações de grande intempérie, a linha de água funcionasse de forma fluente e sem causar prejuízos significativos a quem vive junto dela”, afirmou.

O autarca sublinhou que a melhor avaliação da obra foi feita pela própria natureza, referindo que o comportamento da ribeira durante as enxurradas demonstrou a eficácia dos trabalhos realizados.

“O resultado é simples: se não tivéssemos feito aquela intervenção, com a quantidade de água que passou pela ribeira, estaríamos hoje a falar de prejuízos enormes que não chegaram a acontecer”, declarou.

Embora tenham sido registados alguns danos em infraestruturas, incluindo em estruturas recentemente construídas e dimensionadas para resistir a fenómenos extremos, o município considera que os estragos ficaram muito aquém do que poderia ter acontecido sem a requalificação.

 

O presidente da Câmara revelou ainda que a intervenção na Ribeira de Rio de Moinhos não termina com a empreitada agora concluída.

Desde o início estava prevista uma segunda fase dos trabalhos, abrangendo o troço compreendido entre a A23 e o rio Tejo, onde serão desenvolvidas ações de limpeza, desobstrução e melhoria das condições de escoamento.

Entre as medidas previstas está a construção de um novo pontão sob a A23, destinado a aumentar a capacidade de passagem das águas em períodos de maior caudal.

“Temos a intenção de criar um pontão por baixo da A23 para melhorar as condições de escoamento e concluir esta grande intervenção”, explicou.

Paralelamente, a Câmara Municipal vai avançar com trabalhos de recuperação dos danos provocados pela depressão Kristin e pelas cheias que afetaram diversas infraestruturas ligadas à ribeira.

Para esse efeito, o Fundo Ambiental, o Ministério do Ambiente e a Agência Portuguesa do Ambiente atribuíram um apoio financeiro na ordem dos 200 mil euros.

O financiamento permitirá reparar vários prejuízos identificados ao longo da linha de água e reforçar a sua capacidade de resposta a futuros fenómenos meteorológicos extremos.

Além da Ribeira de Rio de Moinhos, a autarquia identificou diversas situações críticas em outras linhas de água do concelho, nomeadamente nas zonas de Sentieiras, Coalhos e Rio Torto.

Segundo Manuel Jorge Valamatos, foram já apresentados relatórios ao Governo com a identificação dos principais problemas, defendendo a necessidade de intervenções de desobstrução, limpeza e recuperação dos canais naturais de escoamento.

O autarca anunciou que irá reunir com a ministra do Ambiente para apresentar estas preocupações e procurar soluções de financiamento.

“Queremos encontrar apoio, seja através do PRR ou de outros instrumentos financeiros, para fazer face a todas estas situações e garantir que as linhas de água do concelho tenham capacidade para responder a fenómenos extremos”, afirmou.

A autarquia considera que as alterações climáticas e a crescente frequência de episódios de precipitação intensa tornam cada vez mais urgente a realização de intervenções estruturais nas linhas de água do concelho, de forma a reduzir riscos para pessoas, habitações e infraestruturas.

 

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