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Abrantes: XVII Mostra de Teatro arranca sexta-feira com «Doidas de Morte»

1/10/2026 às 15:18

A XVII Mostra de Teatro de Abrantes começa esta sexta-feira, 3 de outubro, com “Doidas de Morte”, pelo Grutaforte, grupo da região de Lisboa. Até 28 de novembro, a antiga Escola Primária n.º 1 de Abrantes, nos Quinchosos, recebe cinco noites de teatro, numa edição que apresenta dois grupos convidados e três produções com participação do Grupo de Teatro Palha de Abrantes.

A sessão inaugural está marcada para as 21h30. “Doidas de Morte” traz de regresso a Abrantes o Grutaforte, companhia com a qual o grupo anfitrião mantém uma relação de proximidade.

“É um dos grupos que nós gostamos de convidar. Já temos também uma relação de mais proximidade e, sempre que é possível eles poderem vir cá, são um dos grupos de eleição”, explicou à Antena Livre Maria Fonseca, presidente do Grupo de Teatro Palha de Abrantes.

A edição deste ano apresenta uma alteração no calendário. Em vez de espetáculos em fins desemana consecutivos, a organização optou por espaçar as apresentações, realizando-as, regra geral, de duas em duas semanas. A decisão procura evitar a coincidência com outras iniciativas que decorrem no concelho.

Depois da abertura, a Mostra regressa a 17 de outubro com “A Revolução das Estátuas”, pelo Teatro Olimpo, de Ansião, o segundo grupo convidado.

A partir daí, o protagonismo passa para as produções do Grupo de Teatro Palha de Abrantes. A 31 de outubro estreia “Glitter”, seguindo-se, a 14 de novembro, “Mentes e Sonhos”, uma colaboração entre o grupo abrantino e a Associação Girassol, de Moçambique.

Esta última produção resulta também das ligações estabelecidas durante a recente deslocação do grupo a Moçambique. O texto é de um dramaturgo moçambicano e será interpretado por Michel, ator daquele país que integrou o grupo, e por Maria Fonseca. Toda a componente técnica, do som à iluminação, ficará a cargo do Palha de Abrantes.

A XVII Mostra termina a 28 de novembro com uma proposta dedicada à dramaturgia local. Sem revelar todos os pormenores do espetáculo, Maria Fonseca adianta que estarão em cena quatro textos de autores ligados a Abrantes.
A organização procurou pessoas que já escreviam e desafiou outras a criarem pequenas peças especificamente para a Mostra.

“Nós gostamos de valorizar Abrantes e a gente da nossa terra. Em primeira instância trabalhamos para Abrantes, para a nossa comunidade”, sublinhou a responsável.

A preparação desta edição tem obrigado o grupo a um ritmo particularmente intenso. Habitualmente existe uma pausa durante agosto, mas este ano a deslocação a Moçambique alterou o calendário.

“Estamos a trabalhar de forma contínua desde o final de julho até agora e vamos trabalhar até ao final de novembro”, explicou Maria Fonseca.

Maria Fonseca, presidente GTPA

Os ensaios decorrem durante a semana e também aos fins de semana. Além do trabalho de interpretação, há cenários, iluminação, som e toda a componente técnica necessária para colocar três produções próprias em palco.

A presidente do grupo considera que a exigência também resulta da relação construída com o público. Os espetáculos do Palha de Abrantes têm registado frequentemente lotações esgotadas, levando em algumas ocasiões à abertura de sessões adicionais.

“Temos um público bastante exigente, que nos obriga sempre a manter a qualidade e a tentar superar de ano para ano aquilo que apresentamos”, afirmou.

Esse crescimento tem também atraído novos elementos. Na edição deste ano haverá pelo menos duas pessoas novas em palco e outros colaboradores estão a aprender as componentes técnicas de luz e som. O objetivo é garantir que várias pessoas dominem cada função, evitando que uma produção fique dependente de um único elemento.

Apoio de Sandra Magano Gaspar

Maria Fonseca abordou ainda o apoio recentemente atribuído ao grupo pela ceramista Sandra Magano Gaspar, também ligada ao Palha de Abrantes.

Distinguida como Empreendedora 50+ da Região Centro 2026, Sandra Magano Gaspar escolheu o Grupo de Teatro Palha de Abrantes para receber quatro mil euros associados ao prémio.
Para Maria Fonseca, a escolha representa também um reconhecimento do percurso coletivo.

“Foi uma valorização da Sandra para todo o trabalho que tem sido feito nos últimos anos”, afirmou, acrescentando que o grupo ficou “felicíssimo e de coração cheio” com a decisão.

A XVII Mostra de Teatro de Abrantes decorre entre 3 de outubro e 28 de novembro, na sede do Grupo de Teatro Palha de Abrantes, instalada na antiga Escola Primária n.º 1, nos Quinchosos. A primeira subida ao palco acontece esta sexta-feira, às 21h30, com “Doidas de Morte”, pelo Grutaforte.

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