A plataforma INVASORAS.PT lançou a campanha de ciência-cidadã "Vamos mapear a Trichi!", que convida a população a ajudar a monitorizar a presença do inseto Trichilogaster acaciaelongifoliae, utilizado no controlo biológico da acácia-de-espigas, uma das plantas invasoras mais problemáticas dos ecossistemas costeiros portugueses.
Introduzido em Portugal em 2015, este pequeno inseto australiano, conhecido como "Trichi", desenvolve-se nas gemas florais da acácia-de-espigas, formando galhas que impedem a produção de flores e sementes, reduzindo assim a capacidade de propagação da espécie invasora.
Desde então, a sua dispersão tem sido acompanhada por investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e do Centro de Investigação de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra.
Segundo Elizabete Marchante, investigadora da Universidade de Coimbra e membro da equipa INVASORAS.PT, "sabemos que o agente está espalhado por muitas zonas, mas precisamos de muito mais olhos no terreno para perceber onde está, onde ainda não chegou e que efeito está a ter na acácia-de-espigas. É aqui que a ciência-cidadã pode fazer toda a diferença".
A campanha desafia qualquer pessoa a procurar galhas nos ramos da acácia-de-espigas, fotografá-las e registar a observação. Mesmo quando não são encontradas galhas, essa informação é considerada útil para avaliar a dispersão e a eficácia do agente de controlo biológico.
Os registos podem ser efetuados através da aplicação Epicollect5, no projeto "Registo de Trichilogaster acaciaelongifoliae", ou na plataforma iNaturalist/BioDiversity4All.
A iniciativa destina-se a cidadãos, escolas, associações, estudantes, investigadores, técnicos municipais e profissionais ligados à gestão do território, procurando reforçar a participação pública na monitorização de espécies invasoras e contribuir para uma das mais relevantes experiências de controlo biológico de plantas invasoras em curso na Europa.
Mais informações sobre a campanha e a forma de participar estão disponíveis em www.invasoras.pt.