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MAU TEMPO: Forças Armadas com 30 botes posicionados em zonas de risco severo de cheias

3/02/2026 às 00:00
FOTO: Antena Livre

As Forças Armadas já destacaram 1.975 militares para apoio às populações desde quarta-feira e posicionaram 30 botes e respetivas equipas em zonas de risco severo de cheias, devido à previsão de agravamento do estado do tempo.

Em comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento de 30 botes e respetivas equipas "nas zonas de risco severo de cheias nos rios Douro, Mondego, Tejo e Vouga".

Entre quarta-feira e segunda-feira, estiveram 1.975 militares, com 356 viaturas e 32 máquinas de engenharia, em apoio direto às populações, números que não incluem "o pessoal em alerta nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos".

Entre as ações de apoio realizadas estão a desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, com 17 empenhamentos no total, estando ainda cinco em curso, ou 261 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.

As Forças Armadas forneceram ainda 13 geradores e 13 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.

Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras

"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.

Segundo o EMGFA, estão 14 pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.

As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea, para este apoio específico.

"As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

 A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Lusa

 

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