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ULS Médio Tejo: Nuno Catorze eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos

12/05/2026 às 16:27

Nuno Catorze, diretor do Departamento de Urgência e Medicina Intensiva da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, foi eleito primeiro presidente do Colégio da Especialidade de Medicina de Urgência e Emergência da Ordem dos Médicos, assumindo a liderança do primeiro órgão técnico da nova especialidade.

A criação deste Colégio assinala uma nova etapa na consolidação da Medicina de Urgência e Emergência em Portugal, especialidade médica recentemente criada para responder, com formação própria, diferenciação técnica e organização específica, aos desafios da resposta urgente e emergente no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os Colégios da Especialidade da Ordem dos Médicos são órgãos técnicos fundamentais na organização da formação médica especializada, na definição de critérios de idoneidade formativa, na valorização científica e profissional das especialidades e na definição de referenciais de qualidade para o exercício da Medicina.

Na Medicina de Urgência e Emergência, este primeiro Colégio terá um papel determinante na estruturação de uma nova especialidade, essencial para reforçar a segurança dos doentes, qualificar a resposta clínica e garantir maior sustentabilidade aos Serviços de Urgência, tanto no contexto hospitalar como pré-hospitalar.

Sob o lema “Medicina de Urgência e Emergência: Consolidar a identidade, liderar o futuro”, o programa de ação da primeira direção do Colégio parte da ideia de que a criação da especialidade não é um ponto de chegada, mas o início de uma nova fase para a urgência e emergência em Portugal.

Depois de décadas de trabalho para afirmar a Medicina de Urgência e Emergência como especialidade autónoma, o desafio passa agora por “consolidar a sua identidade, garantir formação exigente aos futuros especialistas e contribuir para uma resposta clínica mais diferenciada, segura e organizada, tanto no contexto pré-hospitalar como nos Serviços de Urgência”.

A direção liderada por Nuno Catorze, defende uma Medicina de Urgência e Emergência capaz de atuar nos momentos mais críticos da vida dos doentes, com competências próprias no diagnóstico, na decisão terapêutica, na estabilização clínica e na articulação entre o pré-hospitalar, o Serviço de Urgência e as restantes áreas hospitalares.

Ao mesmo tempo, aponta para a necessidade de melhorar circuitos assistenciais, reduzir tempos de permanência, valorizar a carreira médica, proteger os profissionais do desgaste e integrar a inovação tecnológica como apoio à decisão clínica e à segurança do doente.

A ambição é afirmar a Medicina de Urgência e Emergência como uma carreira de escolha, com reconhecimento científico, técnico e humano, e como parte da resposta aos desafios estruturais que hoje se colocam aos Serviços de Urgência e ao Serviço Nacional de Saúde.

Para a ULS Médio Tejo, este novo mandato “tem um significado institucional particularmente relevante”. Nuno Catorze desenvolve há quase 18 anos uma parte expressiva do seu percurso profissional nesta instituição, onde tem assumido responsabilidades clínicas e de direção em áreas centrais da resposta ao doente crítico. Médico intensivista, com carreira dedicada à Medicina Intensiva e à resposta urgente e emergente, tem contribuído para a organização e diferenciação da resposta hospitalar no Médio Tejo.

Na ULS Médio Tejo, esse percurso ganhou particular visibilidade durante a pandemia de COVID-19, período em que assumiu um papel central na organização da resposta em cuidados intensivos, na adaptação de circuitos e na proteção de doentes e profissionais. Num contexto de elevada pressão assistencial, os Cuidados Intensivos do Médio Tejo tiveram um contributo determinante no apoio à região de Lisboa e Vale do Tejo, recebendo e tratando doentes críticos e reforçando a capacidade de resposta regional num dos períodos mais exigentes da história recente do SNS.

A eleição de Nuno Catorze “reforça a presença da ULS Médio Tejo em áreas centrais da Medicina portuguesa e da regulação profissional médica”. A esta dimensão junta-se o percurso de Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos e profissional dos quadros da ULS Médio Tejo, “num sinal da relevância nacional da instituição e dos seus profissionais no pensamento, na organização e no futuro da saúde em Portugal”.

“A escolha de Nuno Catorze para liderar o primeiro colégio de especialidade de medicina de urgência e emergência médica é motivo de enorme orgulho para a ULS Médio Tejo e para toda a região. Reconhece o percurso individual do Dr. Nuno Catorze, mas também o trabalho das nossas equipas, que todos os dias asseguram uma resposta urgente e emergente exigente, humana e tecnicamente diferenciada”, afirma Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo.

Segundo o responsável, “o Médio Tejo tem demonstrado que é possível inovar, formar profissionais altamente diferenciados e contribuir, a partir de uma região do interior do país, para decisões estruturantes do Serviço Nacional de Saúde”.

Para Nuno Catorze, esta nova responsabilidade deve ser entendida como uma missão coletiva. “A Medicina de Urgência e Emergência nasce para responder a uma necessidade concreta do país: formar médicos com competências específicas para a abordagem do doente urgente e emergente, reforçando a segurança, a organização e a qualidade da resposta. Esta eleição representa uma enorme responsabilidade e é também o reconhecimento de um trabalho feito por muitas equipas, ao longo de muitos anos. A partir do Médio Tejo, continuaremos a contribuir para consolidar esta especialidade com rigor, humanidade e compromisso com o SNS”, afirma.

Este novo ciclo “confirma” o papel da ULS Médio Tejo “na construção de respostas clínicas diferenciadas e na formação de profissionais preparados para os momentos mais críticos da vida dos doentes, projetando a região no desenvolvimento de uma especialidade chamada a ter um papel estruturante no futuro do SNS”.

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