As obras de construção da nova rotunda junto ao Hospital de Abrantes e de estabilização do talude no Espinhaço de Cão já estão em curso. A intervenção municipal na envolvente do hospital representa um investimento de cerca de um milhão de euros e tem um prazo de execução de 210 dias, enquanto a empreitada da Infraestruturas de Portugal, na Estrada Nacional 2, arrancou na sexta-feira, 30 de outubro. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, garante que está a ser feita uma articulação entre as duas entidades para minimizar os constrangimentos provocados pela simultaneidade das obras.
O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, confirmou, durante a reunião do executivo municipal de terça-feira, 27 de outubro, que os trabalhos de construção da rotunda junto ao Hospital Dr. Manoel Constâncio já estavam no terreno, anunciando também que a intervenção no Espinhaço de Cão deveria começar até ao final do mês.
A informação acabou por se confirmar, com o arranque efetivo da empreitada da Infraestruturas de Portugal na sexta-feira, 30 de outubro, colocando em simultâneo duas intervenções importantes para a circulação rodoviária na cidade de Abrantes.

A construção da rotunda, há muito aguardada, pretende resolver problemas de circulação e estacionamento numa das principais zonas de acesso ao hospital, uma unidade de saúde que serve não apenas o concelho de Abrantes, mas toda a região do Médio Tejo.
"Os trabalhos da rotunda junto ao Hospital de Abrantes já se iniciaram, como eu me tinha comprometido com a comunidade", afirmou o autarca na reunião de 27 de outubro.
Manuel Jorge Valamatos destacou a importância do Hospital de Abrantes no conjunto das três unidades hospitalares da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, que integra também os hospitais de Tomar e Torres Novas.
O presidente da Câmara recordou ainda o papel desempenhado pela unidade de Abrantes durante a pandemia de Covid-19, período em que assumiu funções de referência na resposta hospitalar da região.
"O Hospital de Abrantes é uma estrutura importantíssima para a região", sublinhou.
Nova rotunda pretende resolver problemas de circulação e estacionamento

A construção da rotunda integra uma intervenção mais abrangente de requalificação da envolvente do hospital, com o objetivo de melhorar as condições de acesso e de circulação, bem como os espaços destinados ao estacionamento automóvel.
Segundo Manuel Jorge Valamatos, a atual configuração dos acessos provoca dificuldades frequentes aos automobilistas, nomeadamente nas entradas e saídas da unidade hospitalar.
"Todos sabem, todos reconhecem que a entrada e a saída do hospital muitas vezes é confusa. Já muitos de nós nos apercebemos que há carros, muitas vezes, em contramão", afirmou.
O autarca apontou igualmente a necessidade de intervir nos parques de estacionamento existentes, considerando que apresentam sinais evidentes de degradação.
"Precisamos de resolver também ali o estacionamento e aqueles parques já estão um bocadinho velhotes, estão um bocadinho destruídos", referiu.
A empreitada, com um investimento que ronda um milhão de euros, pretende reorganizar a circulação automóvel e proporcionar melhores condições de acesso a utentes, profissionais de saúde, visitantes e restantes utilizadores daquela zona da cidade.
Valamatos considerou que, depois dos investimentos realizados nos últimos anos no interior do hospital, chegou o momento de melhorar também as condições da sua envolvente exterior.
"Esta intervenção é muito importante para darmos ali uma nova vida e uma nova acessibilidade a quem vem e a quem sai do hospital", salientou.
Obras vão durar 210 dias e provocar condicionamentos

O presidente da Câmara alertou para os constrangimentos que a execução da empreitada deverá provocar durante os próximos meses.
Com um prazo previsto de 210 dias, a intervenção obrigará a alterações e condicionamentos na circulação rodoviária, particularmente nas zonas onde decorrerem os trabalhos.
Manuel Jorge Valamatos explicou que já estavam a ser realizadas operações preparatórias, incluindo a remoção de postes de eletricidade, o que provoca estrangulamentos temporários da via.
"Esta obra é uma obra que vai demorar 210 dias. São muitos dias de obra, é quase um ano", afirmou.
O autarca apelou à compreensão dos automobilistas e de todos os que diariamente utilizam os acessos ao hospital.
"As obras vão dar chatices, vão dar aborrecimentos, vai haver constrangimentos na circulação", reconheceu.
Apesar dos incómodos, o presidente da Câmara defendeu que a intervenção é necessária para melhorar as condições de mobilidade e acompanhar o desenvolvimento da cidade.
"As obras têm de acontecer, a cidade tem de crescer, a cidade tem de evoluir, a região tem de evoluir. Por isso, temos de estar preparados para estas intervenções", declarou.
PSD questionou simultaneidade das obras da rotunda e do Espinhaço de Cão
Durante a reunião do executivo, a vereadora do PSD Ana Oliveira questionou o presidente da Câmara sobre a possibilidade de as obras da rotunda do hospital coincidirem com a intervenção no Espinhaço de Cão, alertando para os constrangimentos que a execução simultânea dos trabalhos poderia provocar na circulação rodoviária.
Uma preocupação que ganhou atualidade com o início efetivo da empreitada do Espinhaço de Cão, na sexta-feira, 30 de outubro, três dias depois da reunião municipal.
Na resposta à vereadora, Manuel Jorge Valamatos esclareceu que se trata de duas empreitadas distintas, promovidas por entidades diferentes.
"Espinhaço de Cão e rotunda do hospital são duas obras diferentes, de entidades diferentes. A rotunda do hospital é da responsabilidade do município, o Espinhaço de Cão é da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal", explicou.
O autarca garantiu que os serviços municipais estão a trabalhar em articulação com a empresa pública para compatibilizar os trabalhos e evitar que os condicionamentos das duas intervenções se agravem mutuamente.
"Os nossos serviços estão com a Infraestruturas de Portugal a procurar o entendimento bastante e suficiente, do ponto de vista técnico, para que as duas obras, nos seus diferentes momentos, não possam criar mais constrangimentos aos nossos cidadãos", afirmou.
Obra do Espinhaço de Cão arrancou a 30 de outubro

A intervenção de estabilização do talude na Estrada Nacional 2, na zona do Espinhaço de Cão, começou efetivamente na sexta-feira, 30 de outubro, cumprindo a previsão que tinha sido transmitida pela Infraestruturas de Portugal à Câmara Municipal de Abrantes.
Na reunião do executivo de 27 de outubro, Manuel Jorge Valamatos tinha adiantado que a informação mais recente apontava para o início dos trabalhos até ao final daquele mês.
"A última informação que tenho da Infraestruturas de Portugal é que, até ao final deste mês, a obra se iniciava", revelou então.
A empreitada, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, representa um investimento de 1.269.996,50 euros e destina-se a estabilizar o talude afetado pelas intempéries registadas no início do ano.
A intervenção contempla a instalação de redes de alta resistência, sistemas de drenagem e revestimento protetor, com o objetivo de reforçar a estabilidade da encosta e criar condições para uma circulação rodoviária mais segura.
Relativamente aos condicionamentos de trânsito, o presidente da Câmara explicou, na reunião municipal, que a informação transmitida pela Infraestruturas de Portugal apontava para a manutenção da circulação alternada durante os trabalhos, sem necessidade de corte total da estrada.
"De acordo com a Infraestruturas de Portugal, a obra nunca deixa de ter sentido alternado. A obra nunca, em momento algum, tem necessidade de interromper", assegurou.
Com as duas empreitadas agora em curso, a coordenação entre o Município de Abrantes e a Infraestruturas de Portugal assume particular importância para minimizar os impactos na circulação, sobretudo para os automobilistas que utilizam diariamente a EN2 e os acessos ao Hospital de Abrantes.
As intervenções representam, em conjunto, investimentos superiores a 2,2 milhões de euros, destinados a melhorar a segurança rodoviária, estabilizar infraestruturas e requalificar uma das principais zonas de acesso à unidade hospitalar.
Apesar dos condicionamentos previstos durante os próximos meses, a Câmara Municipal considera que a construção da nova rotunda constitui uma intervenção prioritária para melhorar a mobilidade, reorganizar o estacionamento e facilitar a entrada e saída do Hospital de Abrantes.