A proposta da Lufthansa para a privatização parcial da TAP prevê um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, com o Governo a admitir que a pista deste aeródromo militar poderá vir a ter uso civil.
O Governo selecionou hoje a Lufthansa para a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para até 49,9% do capital, prevendo concluir a operação até ao início de 2028.
Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que da proposta da Lufthansa fazem parte “outros investimentos”.
“Em particular, gostaria de destacar os 500 milhões de euros que significam a criação de uma nova escola de pilotos em Tancos, um centro de inovação em Aveiro, um centro de serviços corporativos, a que se soma o já conhecido investimento da Lufthansa Technik em Santa Maria da Feira”, disse.
Depois, o ministro das Infraestruturas Miguel acrescentou que, com este investimento, o aeródromo militar de Tancos terá “a capacidade de ter uma abertura civil e militar”.
Na fase de perguntas, Pinto Luz foi questionado se haveria alguma comparticipação do Estado e quando estaria preparado para receber voos civis.
“O Estado português terá uma comparticipação de cerca de 10%, 50 milhões de euros, nomeadamente para a pista propriamente dita. Os prazos que a Lufthansa nos aponta é de 2029 a 2030”, afirmou.
O ministro reiterou que a pista terá a valência civil e militar e remeteu mais detalhes para uma apresentação nas próximas semanas, articulado com o Ministério da Defesa Nacional.
O primeiro-ministro detalhou que a proposta da Lufthansa permite perspetivar um crescimento do emprego em Portugal: “três mil empregos associados ao crescimento projetado da TAP, e um total de 5.500 empregos diretos e indiretos no conjunto de todas estas iniciativas de investimento” em Portugal pela companhia alemã.
Lusa