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Governo: Miguel Borges assume cargo de adjunto do secretário de Estado das Florestas (C/ Áudio)

24/03/2026 às 16:05

Iniciou funções esta segunda-feira, dia 23 de março, e é adjunto do secretário de Estado das Florestas. Miguel Borges, presidente da Câmara Municipal de Sardoal nos últimos 12 anos, sobre as novas funções, disse que “vou dar o meu contributo da experiência adquirida ao longo destes anos como presidente de Câmara. Presidente num concelho com uma área florestal significativa e que consideraram que o trabalho também feito no Sardoal pode ser um trabalho que possa ser um bom exemplo e daí poder dar o meu contributo ao Governo com a experiência adquirida no concelho. Sabemos que é uma área que é muito sensível, uma área onde há sempre muito para fazer, um trabalho que não termina, mas que é importante. É importante o planeamento, é importante uma boa gestão, é importante a articulação com as autarquias, é importante também que consigamos valorizar a floresta de forma a que as pessoas possam regressar ao interior, ao nosso mundo rural, que é de uma riqueza incrível. E, no fundo, a minha função vai ser ajudar na concretização das políticas para a área florestal”.

Miguel Borges foi presidente, vereador, presidente da Proteção Civil Distrital e também trabalhou de perto os temas da floresta na Comunidade Intermunicipal. Bagagem importante para o cargo que agora ocupa, conhecedor dos problemas, principalmente da floresta na região, questionámos sobre o que é que ainda pode ser feito e que não está a ser feito. Miguel Borges respondeu que “o que é preciso ser feito, na verdade, é uma valorização ainda mais significativa daquilo que é a floresta, daquilo que são os recursos florestais, daquilo que é a organização, a própria organização. Nós temos muito minifúndio que é difícil de gerir. Daí ter aparecido, o caso das OIGPs e de outras estratégias, de acordo com o Plano Nacional, para realmente valorizar a floresta. As pessoas, a determinada altura, são obrigadas a limpar, fazer as suas limpezas e isso é um custo acrescido sem ter o retorno económico. E esse é o trabalho que é preciso as pessoas perceberem, além de uma consciência cívica que é importante ter para que as coisas não desapareçam e nós sabemos a importância que a floresta tem para a nossa vida, para os ecossistemas”.

Enquanto autarca, Miguel Borges defendeu, em diversas situações, que «a nossa Proteção Civil está assente em pés de barro». Quisemos saber se está agora no sítio certo para poder tentar alterar o estado das coisas. “Claro que a proteção civil está ligada a esta área”, disse, explicando que “estamos a falar de prevenção, de reorganização florestal, de forma a diminuir o risco de incêndios, diminuir a matéria combustível, mas, na verdade, há muito trabalho a fazer. Felizmente, na floresta, nós conseguimos hoje ter planeamento a 10, 15, 20 anos e espero que a proteção civil também o venha a ter, perceber hoje aquilo que nós queremos para a nossa proteção civil daqui a 10 anos, daqui a 15 anos. Isso hoje já se vislumbra na floresta, com o caso das AIGPs e depois OIGPs, que são projetos que podem ir até 20 anos e que, por exemplo, o concelho de Sardoal aprovou cerca de 11 milhões de euros para a sua execução, só no concelho de Sardoal, das 60 OIGPs que existem no país, por isso, não pode estar dissociado, mas tem que haver um planeamento. Nós sabemos que as coisas não se mudam de um dia para o outro, no caso da floresta, no caso da proteção civil, por um simples despacho ou por uma simples lei. Há um trabalho que tem que se ir construindo, há sensibilidades que têm que ir mudando, que se têm que ir adaptando também aos tempos de hoje e é todo esse trabalho... de consciências que se têm que ir adaptando e modernizando, também aos desafios das alterações climáticas, que são bastante graves. E cada um de nós com a experiência que tem, como é o meu caso, para a experiência e para a aprendizagem que vou fazer, porque estamos sempre a aprender, espero dar um bom contributo para aquilo que é importante para o nosso país, aquilo que é importante para o nosso território, para a floresta e para o mundo rural”.

Miguel Borges diz acreditar que foi também por essa experiência acumulada ao longo dos anos que este convite surgiu, até porque “o senhor secretário de Estado era bem conhecedor daquilo que era a nossa realidade. Acredito que possa ter entendido que podia ser uma mais-valia e espero não o desiludir, é isso que eu quero, não o desiludindo a ele, não desiludirei os sardoalenses e todos aqueles que ao longo destes anos todos têm acreditado em mim”. Quanto ao convite propriamente dito, “bem, já tem uns tempos... há uns tempos que temos vindo a conversar nessa possibilidade. (...) O que interessa é que agora este é o meu desafio, é o meu contributo e é isto que interessa e é nisto que estou empenhado. Estou com muito empenho para ajudar”.

Miguel Borges é então, desde esta segunda-feira, dia 23 de março, o adjunto do secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, integrado no Ministério da Agricultura e Pescas.

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