ESPECIAL COVID-19

Ministro do Ambiente garante investimento e medidas sociais para Abrantes e Médio Tejo (C/ÁUDIO)

2021-11-13

O ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, considerou este sábado que as expectativas da cimeira do clima em Glasgow (COP26) foram “razoavelmente cumpridas” e que, ainda que se pudesse ter ido mais longe, há um acordo.

“Foram razoavelmente cumpridas as expectativas da COP, que era anunciada como a COP mais importante depois de Paris. Estamos a falar de um exercício multilateral, e, ainda que haja algumas partes deste acordo em que manifestamente devíamos ter ido mais longe, eu começo por dizer uma coisa: há acordo, coisa que não tivemos em Madrid, não tivemos em Katovice [as duas anteriores reuniões da ONU], disse o ministro.

Sobre o fim do carvão e dos combustíveis fósseis o ministro disse que Portugal preferia, “obviamente”, a primeira versão, que falava do desaparecimento do carvão, em vez da aprovada, que fala da redução. “Mas seja como for isso nunca tinha sido escrito. E há um acordo de todos os países para tal”, observou.

Em entrevista à RTP 3, esta noite, o ministro do Ambiente explicou que até dia 30 de novembro o governo vai apresentar um pacote de medidas no valor de 45 milhões de euros para o concelho de Abrantes e para a região do Médio Tejo.
O ministro disse que vai festejar o fecho da Central do Pego pelo fim das emissões de carbono para logo de seguida explicar que há uma preocupação pelos 85 trabalhadores diretos que estão na Central do Pego. O ministro disse que há ainda outros empregos indiretos que o governo não pode esquecer. E não pode esquecer o território de Abrantes e do Médio Tejo.

Matos Fernandes garantiu a apresentação de um pacote, até dia 30, com três fatias. A primeira implica a proteção social e a formação para aqueles trabalhadores. Segundo apoio ao território e a novos negócios que possam surgir. Em terceiro um financiamento para novos grandes projetos na área as novas energias e na transição digital.

O ministro do Ambiente disse poder garantir “uma nova atividade profissional a estes trabalhadores, embora transitoriamente com formação durante algum tempo. E mais do que tudo garantem um conjunto de financiamentos significativos, financiados por fundos comunitários, mas alavancados por entidades privadas para criar também naquele espaço um novo território fundado numa nova energia renovável e de gases renováveis como o hidrogénio verde”.

João Matos Fernandes, ministro do Ambiente

A 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26) decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

C/ Lusa

 

2021-11-13