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A. MatosCar
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Sismo Venezuela: Base da missão portuguesa ficará em Cátia la Mar. João PItacas inegra FOCON

28/06/2026 às 13:45

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos na Venezuela será instalada na localidade de Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

“A Base de Operações da FOCON de Portugal ficará sedeada no Centro Luso Venezuelano, em Catia la Mar, La Guaira. Nesta base ficará instalado o posto de coordenação e todas as estruturas de suporte logístico da Força", de acordo com informação enviada à agência Lusa pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Segundo a mesma fonte, pelas 16:00 locais (21:00 em Lisboa) teve início em Caracas uma reunião de coordenação de operações para definir os setores a atribuir às várias equipas que já se encontram na Venezuela para ajudar nas buscas, salvamento e primeiros socorros após o duplo sismo que, na quarta-feira, atingiu o país.

A Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, na Venezuela, em dois voos da Força Aérea Portuguesa.

O primeiro avião aterrou às 13:15 de Lisboa (08:15 hora local) e o segundo às 14:50 (09:50 hora local).

Os dois aviões da Força Aérea com os 64 elementos da Unidade Especial de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e do INEM partiram de Beja na sexta-feira à noite.

O segundo comandante da subregião do Médio Tejo, João Pitacas (na foto), é um dos elementos de comando que foi chamado a integrar a FOCON.

Esta força conjunta reúne “capacidades especializadas em operações de busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e apoio médico de emergência”, segundo uma nota do MNE de sexta-feira.

Seguiram também a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, incluindo "equipamentos de proteção individual, material de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares", para apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, de acordo com o MNE.

Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 41 portugueses e lusodescendentes, e outros 87 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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