O CHEGA de Vila Nova da Barquinha considera que a possível instalação de uma escola de pilotos em Tancos poderá abrir caminho à criação de um polo de desenvolvimento aeronáutico, com impacto na economia do concelho e do Médio Tejo.
Num texto divulgado pelo partido e assinado pela vereadora Tatiana Horta, a autarca defende que esta oportunidade deverá ser integrada numa estratégia de longo prazo, capaz de gerar emprego qualificado, atrair investimento e contribuir para a fixação de população.
“Uma escola de pilotos não deve ser encarada como um projeto isolado, mas como o possível ponto de partida para um polo de desenvolvimento aeronáutico”, sustenta Tatiana Horta.
Entre as possibilidades identificadas estão a formação técnica especializada, a manutenção de aeronaves, a investigação e a inovação tecnológica, através da cooperação entre instituições de ensino, empresas e estruturas militares.
A vereadora destaca a localização central de Tancos, as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e a proximidade ao Campo Militar de Santa Margarida e ao nó ferroviário do Entroncamento. Na sua perspetiva, estas condições permitem articular a experiência militar e a capacidade logística da região com novas atividades económicas e tecnológicas.
Tatiana Horta invoca também a história do Aeródromo Militar de Tancos, antiga Base Aérea n.º 3, recordando o seu papel na formação de pilotos, no transporte aéreo e no apoio logístico às operações militares portuguesas na Guiné, em Angola e em Moçambique.
Para a autarca, recuperar esta vocação permitiria valorizar décadas de conhecimento e experiência ao serviço da Defesa Nacional, ao mesmo tempo que poderia gerar novas dinâmicas no comércio, nos serviços e na economia local.
O texto sublinha que Vila Nova da Barquinha sentiu os efeitos da reorganização e redução da presença militar, considerando que a eventual instalação da escola representa uma oportunidade de revitalização económica.
A vereadora ressalva, contudo, que os benefícios apontados não estão garantidos. A sua concretização exige planeamento, viabilidade económica, articulação institucional e uma estratégia que envolva os municípios vizinhos e crie complementaridades com outras regiões do país.
“O objetivo deve ser transformar uma oportunidade concreta numa estratégia de desenvolvimento duradoura para o Médio Tejo”, afirma Tatiana Horta, defendendo que cabe às entidades responsáveis assegurar que os efeitos do projeto ultrapassem a instalação da escola de pilotos.