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VN Barquinha: Assinada adenda ao protocolo que vai fazer avançar o Centro Interativo das Tropas Paraquedistas (C/ Áudio)

18/06/2026 às 18:49

Teve lugar esta quinta-feira, dia 18 de junho, a cerimónia de assinatura da adenda ao protocolo de cooperação entre o Exército Português e o Município de Vila Nova da Barquinha, relativa ao projeto do Centro Interativo das Tropas Paraquedistas.

A cerimónia, que decorreu nos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha contou com a presença do Chefe do Estado-Maior do Exército, general Eduardo Mendes Ferrão, com o presidente da União Portuguesa de Paraquedistas, general Hilário Peixeiro, e com o presidente do Pára-clube Boinas Verdes, general Carlos Jerónimo.  

O projeto do Centro Interativo das Tropas Paraquedistas (CITP) foi apresentado aos presentes e “nasce dessa vontade de preservar e valorizar um património material e imaterial único, criando um espaço moderno, inovador e tecnologicamente evoluído, capaz de proporcionar aos visitantes uma visita imersiva sobre a história, os valores e o legado das tropas paraquedistas”.

Após uma candidatura à linha Mais Interior Turismo do Turismo Portugal, aprovada, com assinatura de protocolo e execução em curso, “este projeto reveste-se de carácter nacional, sendo consensual entre todos os parceiros que se trata de uma infraestrutura cultural de elevado valor local, regional, nacional e até internacional, tendo como enquadramento geográfico o Regimento das Tropas Paraquedistas, casa-mãe dos paraquedistas. Foi criado com o intuito de proporcionar uma experiência enriquecedora e educativa, com um espaço interativo para a divulgação dos valores, da coragem, da dedicação e solidariedade que estas tropas simbolizam”.

Paulo Passos representou “a empresa especialista em design de exposições e espaço museográfico, responsável pelas maquetes e por todo o trabalho que já foi feito com base nos conteúdos que foram definidos”. Apresentou algumas das ideias para o projeto e também o novo símbolo que irá ser a identidade do CITP.

Após o lançamento de uma primeira empreitada para este projeto, concurso que ficou deserto, houve a necessidade de rever valores e de se assinar uma “adenda ao contrato de colaboração”.

Manuel Mourato, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, disse ser “com grande satisfação que hoje formalizamos esta adenda ao contrato de colaboração que une as nossas instituições em torno de um objeto comum: valorizar e preservar a história, a identidade e o legado das tropas paraquedistas. Esta adenda assume particular relevância por reforçar a participação financeira do Exército Português, criando condições necessárias para avançarmos com a empreitada. Permitirá concretizar um projeto há muito ambicionado, a construção do Centro Interativo das Tropas Paraquedistas, nas instalações do atual Regimento de Paraquedistas do nosso concelho. Nos próximos dias teremos a oportunidade de assinar o contrato da obra, dando assim um passo decisivo para transformar esta visão que todos temos tido numa realidade efetiva”.

O autarca ainda referiu tratar-se de “um investimento que honra a memória, divulga a história e projeta para o futuro o extraordinário contributo das tropas paraquedistas e de Portugal. Quero por isso agradecer a todos os parceiros aqui envolvidos, o empenho, a confiança e o espírito de cooperação que foram demonstrados ao longo de todo este processo. Este é um exemplo de como o trabalho conjunto entre as instituições, entre diferentes instituições, permite concretizar projetos estruturantes de elevado valor histórico, cultural e educativo. Por isso, muito obrigado a todos, (…) por concretizarmos finalmente um projeto que era um sonho de todos”.

Também o Chefe do Estado-Maior do Exército usou da palavra para afirmar que “se tivéssemos que associar uma palavra a este projeto, era acreditar. Todos os parceiros, o Exército, a Câmara Municipal da Vila Nova da Barquinha, o Pára-clube Boinas Verdes, a Associação dos Paraquedistas, todos acreditámos que isto devia fazer-se. Mas também temos que ter uma palavra seguinte, que é a gratidão, porque muitos moveram montanhas para que este processo e este projeto fosse para adiante”.

O general Eduardo Mendes Ferrão acrescentou ainda uma terceira palavra, “mas a menos importante, é de onde é que tudo isto nasce. Isto nasce de uma palavra que é a tristeza”. E contou a história: “Eu, pessoal e institucionalmente, não posso deixar de ter um grande respeito e admiração pelos nossos paraquedistas e pela sua história completa, a que esteve no Exército, a que esteve na Força Aérea. Os paraquedistas são os paraquedistas. E um dia, com o anterior presidente [da Câmara, Fernando Freire], estávamos a visitar aquilo que é hoje o espaço de memória dos paraquedistas. E fiquei triste, porque não representava a grandeza dos paraquedistas, e mais, não transmitia a alegria de ser paraquedista. Era um espaço escuro. Foi à data, não estou a fazer a crítica às pessoas que o fizeram, porque foi importante que o fizessem, mas queria que houvesse uma palavra associada aos paraquedistas: alegria. Porque é isto que eu vejo nos paraquedistas, a alegria do salto. E este espaço, que vai ser um espaço muito bonito, penso eu que vai transmitir essa alegria de ser paraquedista”.

E com este projeto já encaminhado, o general Mendes Ferrão olhou “para a frente” e disse que “agora temos que trabalhar nas outras memórias que temos aqui no território”. E falou em concreto da Escola Prática de Engenharia que “tinha um espólio riquíssimo, que foi preservado com o Regimento da Engenharia 1” e que “temos que tornar mais visível”, pois, como confirmou, “se calhar, poucos dos que aqui estão, conhecem a coleção visitável do Regimento da Engenharia 1, que é lindíssima, com peças únicas, linda”. Por outro lado, “temos também, parece-me, tocar para diante o projeto de Pau e Lona, porque nos permitiria recuperar um dos edifícios que ainda é datado dessa altura, que é lindíssimo, e ficaria ali localizado”. O projeto "Pau e Lona" refere-se a uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha e do Exército Português para criar um Centro de Interpretação que preste homenagem ao "Milagre de Tancos" e ao Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial.

Portanto, garantiu o Chefe do Estado-Maior do Exército, “contam com o empenho do Exército, com o nosso apoio, para levarmos para diante também essas ideias, ou seja, voltamos ao princípio: acreditar. Vamos acreditar que vamos conseguir”.

Os representantes das entidades parceiras neste projeto procederam depois à assinatura da adenda ao protocolo. Um momento que “simboliza o reforço do compromisso institucional entre as entidades envolvidas e constitui mais um passo decisivo para a concretização de um projeto que une memória, inovação e desenvolvimento territorial”.

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