A CGTP anunciou esta quarta-feira, 18 de Março, que vai convocar "uma grande manifestação nacional" para dia 17 de abril, em Lisboa, tendo em vista dar "continuidade" ao "combate ao pacote laboral", anunciou o secretário-geral.
"Para dar combate ao pacote laboral", a CGTP decidiu convocar "uma grande manifestação nacional para o próximo dia 17 de abril", em frente da Assembleia da República, em Lisboa, para exigir ao Governo "a retirada do pacote laboral", bem como que "haja uma inversão da política que está a ser seguida", afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, em conferência de imprensa, após a central sindical ter reunido o seu Conselho Nacional.
Tiago Oliveira reiterou que a proposta de revisão da legislação laboral representa um “profundo retrocesso para todos os trabalhadores” e apelou a um “esforço coletivo” para que a manifestação de 17 de abril seja “um grande momento de luta” e de “afirmação".
O secretário-geral da CGTP acusou ainda o Governo de ser "o principal promotor" do "assalto aos direitos dos trabalhadores" e defendeu que o "conteúdo do pacote laboral não é amigo, é inimigo dos trabalhadores".
"[O Governo] diz que esta revisão da legislação laboral é para impulsionar salários, melhorar as condições de vida e os direitos dos trabalhadores. Só que de facto, revisão em revisão, aquilo que depois se confirma é que estamos sempre a retroceder", apontou.
Lembrando que a CGTP já apresentou por "sete vezes" as suas propostas ao Governo, Tiago Oliveira reiterou as críticas ao facto de o Governo não ter convocado a central sindical para as reuniões técnicas que têm existido entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais e disse que está disponível para se sentar à mesa e discutir "os problemas dos trabalhadores".
"Temos dito e continuamos a dizer: queremos que sejam discutidas as propostas de quem trabalha e não aceitamos discutir constantemente as propostas de quem manda trabalhar", sublinhou.
Questionado sobre se iria avançar com um pedido formal para integrar as reuniões, como sugerido pela ministra do Trabalho, Tiago Oliveira referiu que "não é o Governo" nem a "ministra que escolhe com quem deve negociar" e que o "sítio certo" para discutir as alterações à lei laboral é em "reuniões de Concertação Social".
Já sobre se esperaria uma maior solidariedade por parte da UGT, de modo a pressionar o Governo a que a CGTP também integrasse as reuniões técnicas que têm existido, Tiago Oliveira optou por não responder diretamente, mas sublinhou que aquilo que "é importante neste momento é uma firmeza de todos para derrotar o pacote laboral".
Entre as várias ações decididas hoje pelo Conselho Nacional da CGTP consta o lançamento de um "aviso geral" por todo o país para mobilizar os "trabalhadores para a luta pelas suas reivindicações, com a marcação de ações, concentrações, greves e paralisações por melhores salários e a garantia de direitos", bem como "garantir uma forte mobilização" na manifestação nacional dos jovens trabalhadores de 28 de março.
"Todas estas ações, com o envolvimento crescente dos trabalhadores, com a dinamização da unidade e da convergência de todos em torno das reivindicações comuns, a partir dos locais de trabalho, reforçarão a ampla frente de luta construída, que dará o devido combate aos ataques em curso e que se desenvolverá com todas as formas de luta que a situação imponha, incluindo a Greve Geral", lê-se na resolução ontem aprovada.
Lusa