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Abrantes: Piscina Municipal encerrou três dias após análise bacteriológica positiva (c/áudio)

19/08/2026 às 10:43

A Piscina Municipal de Abrantes esteve encerrada durante três dias na sequência de uma análise bacteriológica à água que apresentou um resultado positivo. A situação foi esclarecida na reunião do executivo municipal desta terça-feira, depois de o vereador do CHEGA, Nuno Serras, ter questionado o Município sobre os motivos concretos que levaram ao encerramento do equipamento.

 

O vereador começou por recordar que o Município tinha indicado que o encerramento se devia a “motivos técnicos”, considerando que essa justificação era demasiado abrangente, e questionou especificamente que problema tinha sido detetado nas piscinas municipais.

A resposta foi dada pelo vereador com o pelouro do Desporto, Luís Dias, que explicou que o encerramento aconteceu na sequência de uma análise realizada no âmbito do controlo de qualidade da água, tendo sido detetado um resultado positivo.

“É tão simples como isso. Nós temos um conjunto de entidades que regulam o funcionamento destes espaços públicos, nomeadamente a saúde pública”, explicou Luís Dias.

Segundo o vereador, perante o resultado da análise, o delegado de saúde determinou o encerramento de um dos tanques. Como consequência, foi necessário encerrar todo o complexo de piscinas.

O Município avançou de imediato para uma contra-análise, que apresentou um resultado negativo. No entanto, a piscina não pôde reabrir imediatamente porque era necessária autorização da Saúde Pública.

“Fizemos contra-análise que deu logo o resultado negativo. Mas como se meteu o fim de semana, nós não tivemos hipótese”, explicou Luís Dias.

Também o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, esclareceu que o procedimento obrigava à elaboração de um relatório técnico e à respetiva autorização da autoridade de saúde.

O autarca explicou ainda que a análise ocorreu depois de um dia de grande utilização da piscina, coincidente com as comemorações do Dia Internacional da Juventude, que levaram “montes de gente” ao equipamento.

O resultado da análise revelou um valor bacteriológico acima do permitido, embora, segundo o presidente da Câmara, não se tratasse de uma situação extraordinária.

“Primeiro está a saúde das pessoas. Nós também compreendemos que o delegado de saúde está a fazer o seu trabalho”, afirmou Manuel Jorge Valamatos.

Questionado diretamente sobre a natureza do problema, o presidente confirmou que se tratou de uma questão bacteriológica.

Luís Dias sublinhou ainda que a piscina municipal funciona com um sistema de “caleiras finlandesas”, que permite a renovação permanente da água. Por isso, quando foi realizada a contra-análise, a água já apresentava condições adequadas.

Apesar disso, a reabertura não podia ser feita apenas com base no resultado da nova análise. “Nós não podíamos reabrir porque não tínhamos autorização da Saúde Pública”, explicou o vereador, acrescentando que uma reabertura sem essa autorização significaria incumprir uma notificação da autoridade de saúde.

O Município garante, entretanto, que a situação está ultrapassada e que a Piscina Municipal de Abrantes voltou a funcionar normalmente, sem que tenha sido identificado qualquer problema de maior.

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