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Bolsas Estudo: Rotary de Abrantes é o clube de mais bolsas de estudo atribui em Portugal (c/áudio)

5/04/2026 às 14:05

A cerimónia repete-se todos os anos, porque faz falta, porque é importante, tanto para os bolseiros, como para os patrocinadores, como para a própria sociedade.

O Rotary Clube de Abrantes promove uma sessão em que atribui os diplomas aos 75 estudantes que apoia com bolsas de estudo. E a vsessão deste ano aconteceu no sábado de Páscoa, no auditório da Escola Dr. Manuel Fernandes, com a presença da secretária de Estado da Administração Escolar.

A mensagem de Hália Santos, presidente do Rotary, mas ausente na cerimónia, foi lida pelo vice-presidente, Joaquim Melo dos Santos, e vincou a ideia de que “estar em vantagem para enfrentar os desafios da vida é ter uma boa formação de base que permita aplicar os conhecimentos em diferentes situações. É perceber o que é mais importante em cada momento.”

E acrescentou uma outra linha de pensamento: “Compreender que os caminhos a seguir nem são sempre os mais óbvios. É ter a capacidade de não desistir quando essa parece a opção mais fácil. E, para além das famílias, os professores são também determinantes.”

Depois, Hália Santos frisou ainda que estas bolsas, atribuídas pelo Rotary Club de Abrantes, pela Fundação Rotária Portuguesa, pela Câmara Municipal de Abrantes e pelos vários patrocinadores da sociedade civil e empresarial, “são o reflexo de uma comunidade que funciona e que acredita nos jovens. Acreditamos mesmo. Por isso, não só atribuímos este apoio em forma de bolsa como fazemos questão de reconhecer o mérito destes jovens.”

 

Joaquim Melo dos Santos, vice-presidente do Rotary Clube de Abrantes

Débora Neves foi a aluna bolseira convidada para apresentar o seu percurso de vida, tido com um exemplo. E um percurso que não escondeu as dificuldades das escolhas que têm de ser feitas no 9.º ano de escolaridade, à escolha de um curso académico que afinal não seria o que quereria fazer para o resto da vida. Frisou ainda a experiência de um ano de trabalho num supermercado, até à decisão de seguir o seu sonho. Voltar ao exame nacional, com explicações pelo meio, ter uma boa nota e entrar na licenciatura em Design, Modo e Têxtil. “Estou neste momento a escrever a minha tese de mestrado em Design do Vestuário e Têxtil. Apresentei duas coleções, sendo que uma delas foi à final de um concurso de moda, no Portugal Fashion, sob a orientação dos designers Marta Marques e Paulo Almeida, da marca Marques Almeida.”

E a jovem acrescentou, em modo, de mensagem final que “esta Bolsa é muito mais do que dois cheques anuais. Esta Bolsa permitiu-me construir um sonho e abrir muitas portas. Permitiu-me descobrir a minha história e contar outras tantas. Permitiu-me expressar, comunicar e construir a minha identidade enquanto pessoa individual, cidadã deste mundo e desta comunidade.”

 

Débora Neves, bolseira

Delfina Batista, da empresa RSA, representou os patrocinadores, aqueles que contribuem com donativos equivalentes às bolsas de estudo. E destacou que “este reconhecimento que hoje a minha empresa está aqui a receber é muito grato e especial. Eu costumo dizer e digo com convicção, ninguém dá o que não tem e se a minha empresa não tivesse bons resultados, fruto do seu trabalho, de todos os seus colaboradores, eu não estaria aqui hoje nem teríamos dado as nossas bolsas ao longo destes anos.”

A empresária acrescentou que “não há destino mais frutífero para esse melhor da minha empresa do que investir no futuro dos jovens que querem estudar, aprender e crescer, como cada um de vocês que estão aqui hoje e que foram identificados por este Clube Rotário de Abrantes como alunos de elevado mérito académico. O Rotary Clube de Abrantes fez um escrutínio rigoroso, avaliou-vos também, e vocês são alunos esforçados e são alunos que querem chegar mais longe, por isso também este Clube tem aqui um esforço acrescido em fazer esta triagem para serem o mais justo com aqueles que aparecem com necessidades e não deixar excluído ninguém que possa precisar.”

 

Delfina Batista, empresária e patrocinadora de Bolsas 

Raquel Olhicas, vereadora da Câmara de Abrantes com o pelouro da educação esteve presente e frisou que para ajudar a ultrapassar dificuldades de algumas famílias que o Município de Abrantes, o Rotary Clube de Abrantes e a Fundação Rotária Portuguesa uniram esforços numa parceria que já perdura desde 2012. “Uma parceria que tem permitido a muitos jovens prosseguir os seus estudos no ensino superior.”

E acrescentou que “ao longo destes anos, temos vindo a reforçar este compromisso. Se no início desta iniciativa eram atribuídas 26 bolsas, com um valor financeiro de 23.500 euros, hoje apoiamos 44 bolsas com um valor de 37.400 euros. Um investimento que, para nós, reflete a nossa prioridade apostar na educação e nos nossos jovens.”

  

Raquel Olhicas, vereadora CM Abrantes

João Calado, presidente da Comissão Executiva da Fundação Rotária Portuguesa, destacou o exemplo do clube de Abrantes. “487 bolsas distribuídas por mais de 100 clubes podem facilmente concluir que o Rotário Clube de Abrantes de facto é líder nesta prestação de serviço à comunidade, na liderança deste projeto que é emblemático da Fundação Rotária Portuguesa”, já que tem a seu cargo 75 bolsas.

A Fundação Rotária Portuguesa todos os anos atribui dois prémios de mérito escolar, portanto Portugal está dividido em dois distritos rotários e esses prémios são atribuídos ao melhor bolseiro de cada um dos distritos. Por coincidência o prémio este ano do Distrito 1960, como já foi dito aqui hoje, é atribuído a uma bolseira deste clube, do Rotary Clube de Abrantes.

João Calado, Fundação Rotária Portuguesa

Para o encerramento da cerimónia, o Rotary Clube de Abrantes convidou a Secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira.

E foi uma escolha da casa, explicada em dois momentos pela própria. Primeiro por fazer a profissionalização, como professora, em Abrantes, antes de rumar a Tomar. Depois porque foi, durante anos, membro do Rotary Clube de Tomar, de onde saiu quando entrou para o governo, apenas porque não pode estar nas reuniões do clube.

Maria Luísa Oliveira, teve um discurso muito centrado na ação do Rotary perante os jovens e a educação. Mas depois entrou na sua área, ao referir que a “bolsa da ação social no ensino superior é por este governo, atribuída com base numa candidatura apresentada após a matrícula, assente numa avaliação anual da situação socioeconómica do estudante e do seu agregado familiar.” E depois acrescentou que “o modelo em consolidação, que está agora em discussão, procura articular de forma mais coerente a bolsa base com os complementos, em especial o alojamento, ajustando-os ao custo real da vida nos diferentes territórios, ou seja, a bolsa vai ser diferenciada em função do estabelecimento de educação superior, da localização do estabelecimento de educação superior onde estiverem a estudar. E a propina será paga também na íntegra àqueles que necessitarem. Aqueles que não necessitarem pagarão a sua propina, portanto, só pagará a propina quem não tiver direito ao apoio.”

A secretária de Estado vincou ainda que “a missão primeira do Ministério de Educação consiste em garantir a igualdade de oportunidades no acesso a uma educação de qualidade em todo o território nacional, assegurando a efetivação do direito à educação consagrada na Constituição e em gerar e transformar talento em conhecimento em valor social e económico, exatamente como vos disse há pouco.”

 

Maria Luísa Oliveira, secretária de Estado da Administração Escolar

A sessão terminou com uma fotografia de grupo dos bolseiros, patrocinadores e companheiros do clube.

Os números de Abrantes

Leal Neto apresentou um resumo daquilo que tem sido este trabalho dos rotários de Abrantes nesta atividade em que o clube de Abrantes é aquele que mais bolsas atribui no país.

Neste ano de 2025 – 2026 foram atribuídas 75 bolsas de estudo (74 do ensino superior e uma foi do ensino secundário). Este ano 25 bolsas são candidatos novos, pela primeira vez são bolseiros, e 50 são candidatos e recandidatos.

Este ano letivo o valor das bolsas será se 900 euros, ou seja, tem havido um crescimento de 50 euros por ano.

Ainda nos números, para este bolo de 75 bolsas, a Câmara Municipal de Abrantes atribuiu 44, a Fundação Rotária atribuiu 2.500 euros, não chega bem a 3 bolsas, e o resto é dos patrocinadores e de outras verbas que o clube angaria.

O projeto das bolsas de estudo do Rotary Clube de Abrantes acontece num período de 34 anos, ininterruptamente. Já foram atribuídas 1.073 bolsas a 355 bolseiros.

Leal Neto explicou depois que os companheiros do Rotary fazem “um acompanhamento mais pessoal e mais particular com os estudantes, que criam uma ligação maior e que passam a informação que é necessária aos bolseiros, e que recebem as dúvidas e as dificuldades que esses mesmos bolseiros têm.”

E há uma novidade, o Rotary de Abrantes prepara-se para atribuir um prémio ao melhor bolseiro do clube. “O melhor bolseiro não será aquele que terá melhores classificações académicas. A avaliação terá 50% de classificações académicas e os outros 50% aos outros itens. Sabemos que o mérito vai além das notas, e que se constrói também com competências, valores e atitudes, percursos e formações extra escolares que fazem a diferença no mundo real.”

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