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Cheias: Caudais do Tejo em descida lenta começam a «libertar» as margens

14/02/2026 às 11:59

Os caudais do rio Tejo apresentam uma descida lenta dos níveis, o que faz com que as águas vão recuando para o leito do rio. Mesmo assim, com esta descida, ainda ocupam uma parte das margens.

Dados desta manhã, 07:00, indicavam um caudal em Almourol de 5.406 m3/S e com descargas do Fratel de 3.463 m3/S, Pracana de 227 m3/S e Castelo de Bode de 1.001 m3/S.

O comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato, afirmou que a noite passou sem sobressaltos e dentro do que era expectável, “com os caudais bastante altos, mas sem nenhuma situação de relevo” a registar.

“Agora de manhã, mantém-se assim, mantém-se na mesma com os 5.000 metros por segundo em Almourol [Vila Nova da Barquinha], sem expectativas de termos alguns picos ou alguns aumentos”, reportou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo.

David Lobato adiantou que as perspetivas da Proteção Civil apontam para que o Tejo “não volte a aumentar” o nível, porque as bacias e as barragens “estão agora a estabilizar” e “não estão a encher”.

“Estão a manter, ou seja, aquilo que estão a largar, é aquilo que estão a receber, e é expectável que se mantenha assim, agora, durante as próximas horas e durante os próximos dias”, anteviu.

Os impactos notam-se nas margens, em Rossio do Sul do Tejo esta manhã já era possível circular na marginal, embora a água, como mostra a imagem, ainda ocupe uma para da área pública debaixo da tenda.

Com a melhoria do tempo, com ausência de precipitação nos próximos dias, os caudais tenderão a voltar à normalidade. Mesmo assim o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou esta sexta-feira que nas zonas inundadas do Tejo, os campos agrícolas, o recuo das águas será feito de forma muito lenta e, nalguns casos pode demorar semanas.

Em Rossio ao Sul do Tejo esta amanhã esteve agendada uma ação de limpeza das margens. Foi uma iniciativa lançada por Miguel Costa, habitante do Rossio, que rapidamente ganhou força com o impulso das redes sociais. União de Freguesias e Município também se associaram. Só que, com a nova subida das águas, a ação foi cancelada e será reagendada para outro fim de semana.

Entretanto, em Abrantes, a EN 2, troço entre a rotunda das Oliveiras e o cruzamento do Ciclo foi novamente interditada à circulação automóvel esta sexta-feira à noite. De acordo com a Infraestruturas de Portugal, apesar de as limpezas da via terem sido efetuadas, as barreiras continuavam com alguma instabilidade face à previsão para uma noite com muita chuva. Assim, por questões de segurança, a mesma via foi encerrada ao trânsito.

As zonas mais afetadas e que geram mais preocupação são a zona baixa de Constância, “que já está um bocadinho mais aliviada”, e a zona baixa de Vila Nova da Barquinha, que também está “na mesma situação”, identificou o comandante sub-regional.

Em Constância, com a descida dos caudais do Tejo e com um Zêzere igualmente com menos água, as margens começam a ficar mais secas, ou com mais terra e lama, fruto do arrastamento de sedimentos pelas correntes dos últimos dias.

“É expectável que agora, nos próximos dias, haja aqui redução daquilo que é os níveis e, se assim acontecer, é expectável que baixemos aqui o nível do nosso alerta, do nosso plano, para o nível laranja”, acrescentou, frisando que por enquanto mantém-se o vermelho ativo.

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