A expansão da rede de fibra ótica às chamadas zonas brancas já começou em algumas regiões do país e deverá permitir levar internet de alta capacidade a cerca de 415 mil edifícios que ainda não dispõem desta cobertura.
A informação foi avançada pelo Governo e vem reforçar as declarações prestadas pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, à Antena Livre, na passada sexta-feira, durante uma visita a Vila de Rei.
O ministro afirmou que, depois de um processo que esteve bloqueado por questões judiciais, a empreitada está finalmente adjudicada.
Manuel Castro Almdeia, ministro da Economia e Coesão Territorial

“Finalmente a obra está adjudicada e, portanto, dentro de pouco tempo começa a empreitada de estender fibra ótica a todas as localidades que não têm fibra ótica.”
O concurso tinha sido lançado no final de 2023, mas a adjudicação ficou condicionada por procedimentos judiciais apresentados por concorrentes. Os contratos entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a DSTelecom foram assinados a 3 de julho.
Esta segunda-feira, no Parlamento, Manuel Castro Almeida confirmou que as obras já estão em curso em algumas regiões, enquanto noutras ainda aguardam o visto do Tribunal de Contas.
O secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, adiantou que duas CCDR já têm trabalhos no terreno e alertou que, em algumas zonas, a execução poderá demorar até dois anos.
A intervenção é particularmente relevante para territórios do interior, onde continuam a existir localidades sem acesso à fibra ótica.
É o caso do sul do concelho de Abrantes, onde existem ainda problemas de cobertura na União das Freguesias de São Facundo e Vale das Mós e na freguesia de Bemposta.
A chegada da fibra a estas localidades tem sido uma reivindicação dos autarcas locais desde o mandato anterior, que têm chamado a atenção para as dificuldades provocadas pela falta de cobertura, tanto para as populações como para empresas e atividades económicas.
O projeto nacional representa uma comparticipação pública de 30 milhões de euros, através de fundos do Portugal 2030 e de receitas provenientes do leilão do 5G.
O objetivo definido pelo Governo é eliminar as chamadas zonas brancas e garantir o acesso de toda a população a redes de muito elevada capacidade até 2030.