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Eclipse: iServices alerta para riscos de danificar a câmara do smartphone ao fotografar o eclipse solar

7/08/2026 às 08:25

No próximo dia 12 de agosto, Portugal vai assistir a um eclipse solar de grande magnitude, que em Lisboa terá início às 18h38 e atingirá o ponto máximo pelas 19h36, altura em que cerca de 94% do disco solar estará ocultado. Perante a expectativa de milhares de pessoas recorrerem aos smartphones para registar o fenómeno, a iServices alerta para os riscos de apontar diretamente a câmara ao Sol sem proteção adequada.

Segundo a empresa especializada na reparação de equipamentos eletrónicos, a exposição direta da câmara à intensa luminosidade solar pode provocar danos permanentes no sensor de imagem, comprometendo a qualidade das fotografias e o funcionamento do equipamento.

Para evitar esse risco, a iServices recomenda a utilização de filtros solares específicos para câmaras e equipamentos óticos, colocados à frente da lente antes de apontar o smartphone ao Sol. A empresa desaconselha o recurso a soluções improvisadas, como óculos de sol, radiografias, vidro fumado ou películas escurecidas, por não oferecerem a proteção necessária.

Outro dos cuidados prende-se com os smartphones equipados com várias câmaras, como os modelos iPhone Pro e Samsung Galaxy das gamas S e Ultra. Ao alterar o nível de zoom, o equipamento pode mudar automaticamente para outra lente, pelo que é importante garantir que a câmara utilizada permanece igualmente protegida. A empresa recorda ainda que funcionalidades como o Space Zoom da Samsung ou o zoom digital do iPhone não reduzem a intensidade da luz que atinge o sensor, servindo apenas para ampliar a imagem.

Entre as recomendações está também evitar manter a aplicação da câmara aberta e apontada ao Sol durante mais tempo do que o estritamente necessário, bem como utilizar um tripé ou outro suporte estável para obter melhores imagens sem recorrer a níveis elevados de zoom digital.

A iServices lembra que a própria Samsung aconselha os utilizadores dos equipamentos Galaxy a não apontarem diretamente as câmaras ao Sol ou a outras fontes de luz muito intensa, devido ao risco de danos nas microlentes e no sensor, que podem traduzir-se em manchas, pontos, linhas ou alterações permanentes de cor nas fotografias.

Embora a Apple não tenha divulgado orientações específicas para fotografar eclipses com o iPhone, as recomendações da NASA e da American Astronomical Society são claras: sempre que o Sol esteja apenas parcialmente ocultado, deve ser utilizado um filtro solar próprio para equipamentos óticos colocado à frente da lente da câmara.

A empresa sublinha ainda que não é necessário possuir o modelo mais recente de smartphone para captar o eclipse, salientando que equipamentos recondicionados mantêm as capacidades fotográficas do modelo original, desde que o sistema de câmaras esteja em perfeitas condições de funcionamento.

Para quem não disponha de um filtro adequado, a sugestão passa por fotografar a alteração da luminosidade ambiente, a paisagem, as reações das pessoas ou as sombras em forma de crescente projetadas pelas árvores, evitando sempre apontar diretamente a câmara ao Sol.

Caso, após o eclipse, surjam manchas, pontos, linhas ou alterações persistentes nas imagens captadas, a iServices aconselha os utilizadores a recorrerem a um técnico especializado para avaliar o equipamento, disponibilizando diagnóstico gratuito em todas as suas lojas.

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Palavras chave:
Eclipse
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