Portugal continental registou entre as 00:00 e as 23:00 de terça-feira, 3 de Fevereiro, 833 ocorrências relacionadas com o mau tempo, sobretudo queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
As zonas mais afetadas com estas ocorrências foram a região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, indicou o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Miguel Oliveira.
"Algumas [ocorrências] ainda são resultado das operações de recuperação das últimas intempéries, como cortes de árvore ou limpeza de vias", explicou Miguel Oliveira.
Portugal continental registou desde as 16:00 de 27 de janeiro até às 16:00 de terça-feira o total de 14.339 ocorrências devido ao mau tempo, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou a Proteção Civil
Foram mobilizados 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.
A Proteção Civil alertou na terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.
A partir da tarde de terça-feira é esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lusa