A aldeia da Ortiga, no concelho de Mação, volta a receber entre os dias 10 e 12 de julho a quinta edição do Festival Dançarão, um evento dedicado às danças tradicionais de Portugal, da Europa e de várias regiões do mundo, que pretende promover a participação comunitária e o convívio intergeracional através da música e da dança.
Na apresentação oficial do festival a organização destacou o crescimento sustentado da iniciativa e a forte ligação criada com a Praia Fluvial da Ortiga, local que acolhe o evento pelo quarto ano consecutivo.
Segundo Fátima Vargas, responsável pela organização, o Dançarão procura recuperar tradições antigas, apresentando-as de uma forma acessível e inclusiva, permitindo que qualquer pessoa participe, independentemente da idade ou experiência na dança.
"Quer saibam dançar ou não, todos são convidados a participar, a divertir-se e a aprender danças de diferentes países e culturas", sublinhou.
O festival nasceu em Valada, no Cartaxo, mas encontrou na Ortiga o espaço ideal para crescer. A proximidade da Praia Fluvial, aliada ao enquadramento natural e às infraestruturas existentes, transformou o evento numa experiência que vai além da programação cultural.
"Sentimos que aqui as pessoas vêm passar umas mini-férias. Aproveitam o festival, mas também a praia e todo o ambiente envolvente", explicou.
A programação distribui-se por vários espaços. O Palco Tejo, instalado na Praia Fluvial da Ortiga, acolherá os principais concertos e bailes noturnos. Durante o dia, o recinto permanece aberto ao público, com acesso gratuito à praia, zonas de restauração e bancas de artesanato.
As manhãs serão dedicadas a atividades paralelas, incluindo oficinas de dança, yoga, tai chi e caminhadas, repartidas entre a aldeia da Ortiga e o antigo bairro da Barragem de Belver, onde funcionará o Palco EDP. Já durante as tardes, o destaque vai para as oficinas de danças tradicionais europeias e para os concertos ao final do dia.
Uma das novidades da edição de 2026 será a realização de oficinas de nível intermédio para participantes com maior experiência na dança, assim como a presença da Rusga Zucatruca, grupo que promete trazer ao festival o ambiente característico das danças tradicionais do Minho, com viras, chulas e bailes populares.
No cartaz musical destacam-se nomes internacionais como os italianos Filippo Gambetta e De Schepper Sans Souci, além de artistas provenientes da Bélgica, Espanha e Portugal. Entre os projetos nacionais marcam presença a Banda do Modesto, de Camila Amado, os Bardos e o habitual momento dedicado ao forró, este ano com o Forró do Silas.
O festival mantém também uma forte componente familiar. O espaço "Dançarinho" continuará a oferecer atividades dedicadas às crianças, permitindo que famílias inteiras participem no evento.
A organização destacou ainda o envolvimento da comunidade local, através de parcerias com diversas associações e instituições da freguesia. Entre elas estão o Centro de Solidariedade Social Nossa Senhora das Dores da Ortiga, responsável pela confeção das refeições da cantina do festival, e a Liga Regional de Melhoramentos da Ortiga, que participará com o Grupo Etnográfico local.
Uma das atividades mais aguardadas será a recriação histórica do "Bater o Fado", tradição popular que será apresentada pelo rancho folclórico da freguesia. Estão também previstas participações da Universidade Sénior de Mação e da unidade local do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA).
O Festival Dançarão conta com o apoio da Câmara Municipal de Mação, da EDP e da Junta de Freguesia da Ortiga, além da colaboração de várias entidades locais.
Os bilhetes encontram-se já à venda. O passe geral tem um custo de 90 euros para o público em geral, mas os residentes e trabalhadores do concelho de Mação beneficiam de um preço especial de 20 euros, mediante apresentação de comprovativo.
A organização espera voltar a receber centenas de participantes nacionais e estrangeiros num evento que tem vindo a afirmar-se como uma referência na promoção das danças tradicionais e do património cultural imaterial.