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Sardoal: GETAS prepara gala de aniversário para assinalar nova etapa e homenagear quem fez a história do grupo (c/áudio)

3/11/2026 às 09:45

O Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal (GETAS) vai realizar, no próximo dia 21 de novembro, às 21h30, no Centro Cultural Gil Vicente, uma gala de aniversário que pretende marcar uma nova etapa na vida da associação. O espetáculo vai reunir música, dança, teatro, homenagens a antigos elementos e a entrega de prémios aos grupos participantes na Mostra de Teatro. Com 44 anos de história, o GETAS quer recuperar a dinâmica cultural que o tornou uma referência no concelho e atrair novos participantes para os projetos que está a preparar para 2027.

A gala de aniversário do GETAS, marcada para 21 de novembro, promete ser mais do que uma celebração da história do grupo de teatro do Sardoal. A atual direção pretende transformar a iniciativa num momento de afirmação de uma nova fase da associação, recuperando atividades que foram desaparecendo ao longo dos anos e envolvendo mais pessoas da comunidade.

Em entrevista à Antena Livre, Daniela Dias, secretária da direção do GETAS, explicou que o objetivo passa por recuperar a dinâmica que marcou outros períodos da vida da associação, sem esquecer o trabalho desenvolvido pelas anteriores direções.

«Viemos mesmo para reestruturar aquilo que estava feito do GETAS e aproveitar muitas das ideias que tinham vindo das direções anteriores», afirmou.

A responsável reconheceu que a associação atravessou períodos de menor atividade, mas garantiu que a atual direção está empenhada em devolver ao grupo o protagonismo cultural que teve no passado.

«Queremos que a história do GETAS se torne um marco que em tempos já foi e que depois se perdeu. É nesse sentido que estamos a trabalhar», sublinhou.

A gala surge, assim, como uma oportunidade para apresentar publicamente esta nova dinâmica, reforçar a ligação à comunidade e incentivar a participação de novos elementos.

O espetáculo terá lugar no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, a partir das 21h30, e contará com um programa diversificado, que inclui momentos musicais, dança e teatro.

Entre os participantes anunciados estão Pedro Dionísio, Denis, Filipe, Ana Dória, Luís Lourenço, Raquel Ângelo e a bailarina Marina, nomes associados à atividade artística e cultural da região.

A noite incluirá também momentos de homenagem a pessoas que contribuíram para o percurso do GETAS ao longo das suas mais de quatro décadas de existência.

Daniela Dias considera fundamental reconhecer aqueles que ajudaram a construir a história da associação.

«As pessoas do passado são muito importantes para nós, até porque sem algumas delas o grupo não existiria», afirmou.

Com 44 anos de história, a associação pretende valorizar o contributo de antigos dirigentes, atores e colaboradores, reconhecendo a importância do trabalho desenvolvido ao longo de várias gerações.

«Procuramos reconhecer e homenagear essas pessoas, dando-lhes o devido valor», acrescentou.

Uma das novidades da gala será a atribuição de prémios aos grupos que participaram na Mostra de Teatro organizada pelo GETAS.

A iniciativa pretende reconhecer o trabalho desenvolvido pelas companhias convidadas e reforçar os laços de intercâmbio cultural estabelecidos ao longo do ano.

Os prémios serão atribuídos com base na avaliação de um júri externo ao GETAS, numa opção que, segundo a direção, pretende garantir maior independência e imparcialidade na escolha dos distinguidos.

Daniela Dias explicou que a criação destes prémios resulta também da experiência do próprio grupo enquanto participante em iniciativas promovidas por outras associações.

«Nós, quando vamos a algum sítio, gostamos de ser reconhecidos pelo trabalho que fazemos, e é isso que nós agora queremos começar a fazer aqui», afirmou.

A responsável considera que o reconhecimento público constitui uma forma de valorizar o esforço dos grupos que se deslocam ao Sardoal para apresentar os seus espetáculos e partilhar experiências com a comunidade local.

A Mostra de Teatro de 2026, coordenada por Cristina Martins, começou a 31 de janeiro e terminou a 17 de outubro, tendo recebido grupos provenientes de diferentes regiões do país, incluindo o Norte, o Centro e a região de Lisboa.

Já Cristina Martins fez um balanço positivo da iniciativa, destacando a diversidade das companhias convidadas e a resposta do público.

«Nós gostamos de diversificar essa parte, não ser sempre os mesmos grupos», explicou.

A responsável contou que, por vezes, os espectadores chegavam ao Centro Cultural Gil Vicente convencidos de que iam assistir a uma representação do próprio GETAS, por associarem a mostra ao grupo organizador.

Quando percebiam que o espetáculo era apresentado por uma companhia convidada, alguns manifestavam alguma desilusão.

Para Cristina Martins, esta reação demonstra que continua a existir uma forte ligação afetiva entre o público e o grupo de teatro do Sardoal.

«As pessoas habituaram-se muito a ver o GETAS como um grupo de ter sempre atividade», afirmou.

A responsável reconheceu que algumas atividades foram desaparecendo, mas considera que existe vontade de recuperar essa dinâmica.

«Estamos numa reviragem, porque houve algumas coisas que se foram perdendo e que nós agora tentamos recuperar», salientou.

Uma das prioridades da atual direção passa pelo alargamento do número de participantes, não apenas para o teatro, mas também para outras áreas culturais.

Daniela Dias recordou que o GETAS já teve um grupo de dança e um grupo coral, atividades que acabaram por desaparecer devido à falta de elementos.

A intenção é criar condições para que estas e outras iniciativas possam voltar a fazer parte da vida da associação.

«Nós não temos um grupo-alvo, porque vamos encontrar pessoas desde os mais jovens até aos mais velhos. Há trabalhos para todos, o que nós precisamos mesmo é de pessoas para os poder fazer», explicou.

A secretária da direção revelou que estão previstos vários projetos para 2027, embora o plano de atividades ainda esteja em preparação.

Entre as iniciativas em desenvolvimento encontram-se novas produções teatrais e a recuperação de espetáculos anteriormente apresentados pelo grupo.

Um dos exemplos é a peça Eu, Tu, Ele, Nós, Vós, que está a ser adaptada para um elenco mais jovem.

A aposta pretende permitir a entrada de novos atores e criar oportunidades de participação para diferentes gerações.

Cristina Martins reforçou que o GETAS está disponível para receber pessoas de todas as idades, independentemente da experiência teatral.

A responsável revelou que, recentemente, foi abordada por uma mãe cujo filho, de dez anos, participa no grupo de teatro da escola e gostaria de experimentar a atividade no GETAS.

Um exemplo que considera encorajador para o futuro da associação.

«O teatro não se resume ao palco. Há sempre coisas para fazer. Temos os bastidores, por exemplo, luzes, sons, carpinteiras, costureiras», explicou.

Cristina Martins considera que o trabalho desenvolvido nos bastidores tem a mesma importância que aquele que é apresentado perante o público.

«Não tem que haver uma grande diferença entre uns e outros, porque todos trabalhamos para um fim, que é aquilo que depois se vai apresentar», defendeu.

A responsável recordou também o seu próprio percurso no grupo, onde começou a fazer teatro aos dez anos.

Ao longo da história do GETAS, houve mesmo crianças ainda mais novas a participar nas produções, incluindo um menino de cinco anos que, apesar de ainda não saber ler, conseguia decorar as falas que lhe eram transmitidas pelos adultos.

O trabalho de preparação da próxima Mostra de Teatro já começou e Cristina Martins promete algumas novidades.

Sem revelar todos os pormenores, adiantou que a edição de 2027 terá uma abertura diferente da habitual.

«Não vamos começar com teatro, certamente. Vamos começar com outra coisa que vai ser muito bonita e que eu espero que as pessoas gostem», revelou.

A responsável pretende manter a diversidade de propostas culturais e continuar a convidar grupos de diferentes regiões do país, reforçando o intercâmbio entre associações.

Entretanto, a direção destaca a resposta positiva da comunidade aos preparativos da gala de aniversário.

Daniela Dias explicou que a iniciativa tem recebido apoios e colaboração de diferentes pessoas e entidades, apesar de o formato inicialmente ter causado alguma surpresa.

«Inicialmente ficaram um bocadinho boquiabertos, por ser uma ideia diferente daquilo que temos feito para comemoração de aniversários. Mas, ao mesmo tempo, têm estado de braços abertos e sempre a apoiar», referiu.

A gala de 21 de novembro será, por isso, simultaneamente uma homenagem ao passado e uma apresentação dos objetivos para o futuro.

Cristina Martins e Daniela Dias

Com 44 anos de atividade, o GETAS procura recuperar a participação da comunidade e reforçar o papel do teatro e das restantes expressões artísticas na vida cultural do Sardoal.

A direção espera que a gala seja o primeiro passo visível de uma nova fase, com mais pessoas, novos projetos e uma presença cultural mais regular no concelho.

 

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