A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assinala esta quarta-feira os 75 anos de existência. Em nota de imprensa, enviada às redações, a APA apresenta esta infraestrutura que começou a ser construída em 1946, começou a encher em 1950 e foi inaugurada em 1951.
Localizada no rio Zêzere, no concelho de Tomar, é uma infraestrutura estratégica para Portugal, com um papel determinante na produção de energia renovável, na gestão de recursos hídricos e na resiliência do sistema.
A APA dá conta que esta estrutura está “associada ao arranque da eletrificação do país, a sua construção foi priorizada com a criação da Hidroelétrica do Zêzere, em 1945, tendo as obras iniciado em março de 1946.”
Com uma bacia hidrográfica de cerca de 3950 km², Castelo do Bode constitui a segunda maior albufeira de Portugal em capacidade de armazenamento, sendo essencial para o abastecimento humano da Grande Lisboa e para a mitigação da cunha salina no rio Tejo durante períodos de marés vivas de verão, contribuindo para melhores condições de regadio.
Desde 2019 descarrega todos os dias e em contínuo o caudal ecológico. Nos meses em que o caudal ecológico é maior este pode ser turbinado.
No plano energético, entre 2020 e 2025 registou uma produção média de 305,6 GWh, equivalente ao consumo de cerca de 230.000 habitantes.
Em 2025, a produção da central correspondeu a cerca de 1% da eletricidade consumida em Portugal.
A APA destaca ainda o contributo da barragem do Castelo de Bode “na resposta ao apagão ibérico de 2025, tendo sido decisiva na reenergização da rede, permitindo a reposição inicial de eletricidade na região de Abrantes e apoiando a recuperação gradual do fornecimento em diferentes regiões do país."