As distritais do Bloco de Esquerda (BE) da Guarda e de Castelo Branco manifestaram hoje preocupação com a interrupção da circulação ferroviária da Linha da Beira Baixa, infraestrutura que consideraram fundamental para a mobilidade das populações.
“As Comissões Coordenadoras Distritais do Bloco de Esquerda da Guarda e de Castelo Branco exigem esclarecimentos por parte do Governo e reafirmam a necessidade de uma resposta rápida, articulada com a Infraestruturas de Portugal e com as autarquias locais, permitindo que se reduzam os impactos desta interrupção e garantindo a reabertura da Linha da Beira Baixa o mais rapidamente possível”, afirmou o BE num comunicado enviado hoje à agência Lusa.
O mau tempo que afetou o país e estas regiões provocou derrocadas e danos significativos naquela infraestrutura ferroviária, causando a interrupção da circulação de comboios entre Abrantes e Covilhã/Guarda.
Neste âmbito, o BE manifestou preocupação com a interrupção da circulação ferroviária da Linha da Beira Baixa, infraestrutura que considerou fundamental para a mobilidade das populações do interior e para a coesão territorial do país.
O partido sublinhou que, segundo a informação tornada pública pela Infraestruturas de Portugal, a reparação total da plataforma ferroviária e a estabilização das encostas “poderá prolongar-se por vários meses, estando a reabertura da linha prevista apenas para setembro de 2026”.
“Esta situação representa um grave prejuízo para as populações do interior, que dependem diariamente desta linha para se deslocarem para o trabalho, escola ou acederem a serviços”.
O BE realçou ainda que as soluções rodoviárias atualmente disponibilizadas em substituição do serviço ferroviário “revelam-se manifestamente insuficientes”.
“Para além do impacto direto na vida quotidiana das populações, esta interrupção prolongada terá ainda consequências económicas na região, principalmente numa época marcada pela Páscoa e época de verão”.
As duas distritais do BE sublinharam que o interior não pode continuar a ser penalizado por decisões e atrasos que fragilizam a sua coesão territorial, sobretudo quando se trata da interrupção de meses de uma linha ferroviária relevante para a região, “sem soluções mais robustas que permitam e garantam a mobilidade das populações”.
Lusa