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Souto: Festival de Doçaria e Artesanato do norte do concelho arrancou com aposta na valorização das tradições (c/áudio)

10/07/2026 às 21:00

A Sociedade Recreativa do Souto recebeu esta sexta-feira a inauguração da 13.ª edição do Festival de Doçaria e Artesanato do Norte do Concelho de Abrantes, um certame que durante três dias promove os sabores, o artesanato e a identidade das freguesias da zona norte do concelho.

Na sessão de abertura, a presidente da União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Luísa Pedro, sublinhou que o festival "não é um evento de uma junta, mas um evento do Norte do Concelho", destacando o espírito de cooperação entre as freguesias de Aldeia do Mato e Souto, Carvalhal, Fontes, Martinchel e Rio de Moinhos.

A autarca agradeceu a presença dos representantes do município, dos restantes presidentes de junta, dos artesãos e das associações envolvidas, considerando que o certame é uma oportunidade para "mostrar o que se faz no Norte do Concelho", desde o artesanato à doçaria e à gastronomia. "O norte do concelho é um bocadinho mais distante da cidade, mas não estamos esquecidos e acho que neste momento estão-se a lembrar de nós", afirmou.

 

Em representação da Câmara Municipal de Abrantes, o vice-presidente João Gomes recordou que esteve na origem da criação do festival, quando desempenhava funções como presidente da então Junta de Freguesia de Aldeia do Mato. O autarca salientou que o evento nasceu da vontade de valorizar o território e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos artesãos e produtores locais.

João Gomes considerou que o festival é "uma aposta ganha", garantindo que o município continuará a apoiar a iniciativa. Defendeu ainda que este é um espaço importante para preservar e incentivar a continuidade das tradições, permitindo que "as pessoas continuem a fazer artesanato e a mostrar o que de bom se faz neste território".

O vice-presidente destacou igualmente o envolvimento das associações locais, considerando que são elas o verdadeiro motor da organização. "Sem as populações e sem as associações isto não seria possível", afirmou, deixando ainda o desafio para que, no futuro, outras freguesias da zona norte, como Mouriscas, possam integrar a iniciativa.

  

À  Antena Livre, Luísa Pedro explicou que o festival representa, acima de tudo, "um convívio entre as freguesias do Norte do Concelho e entre as pessoas". A autarca mostrou satisfação pela presença, pela primeira vez, de todos os presidentes de junta do concelho na sessão inaugural, considerando esse facto "uma honra".

A presidente da União das Freguesias destacou que o objetivo passa por demonstrar que "o norte do concelho tem vida", graças ao trabalho desenvolvido pelas populações, pelas associações e pelos autarcas locais.

Segundo explicou, as associações desempenham um papel essencial na organização, sendo responsáveis pelos expositores, pela confeção dos doces e pela dinamização de grande parte do certame. Já as refeições são asseguradas, de forma rotativa, pelas freguesias participantes, ficando a freguesia anfitriã dispensada dessa tarefa para se dedicar à organização.

Luísa Pedro revelou ainda que existe a intenção de alargar futuramente o festival a outras freguesias do Norte do concelho, reforçando o espírito de cooperação entre os diferentes territórios. Foi um piscar de olhos a Mouriscas e à União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede.

A autarca aproveitou também para promover os principais atrativos turísticos da região, lembrando que, para além das praias fluviais de Aldeia do Mato e Fontes, existem diversos miradouros, património religioso, paisagens sobre a albufeira de Castelo do Bode e inúmeras aldeias com história e tradição.

Na gastronomia, destacou especialidades como as ferraduras, confecionadas em forno de lenha, o arroz-doce, os peixinhos da horta, as passas fritas e outras receitas tradicionais que continuam a marcar a identidade gastronómica da freguesia.

 

Questionada sobre a época de incêndios, Luísa Pedro confessou estar preocupada com o estado da floresta, agravado pelos estragos provocados pela tempestade do inverno passado. A presidente explicou que os caminhos florestais estão a ser recuperados, mas admitiu que encara os próximos meses "com o coração nas mãos", devido à dimensão da área florestal da freguesia e à proximidade das habitações à mancha florestal.

Apesar das preocupações, garantiu confiança no trabalho desenvolvido pela equipa de primeira intervenção da junta e pelos funcionários, que mantêm vigilância permanente sobre o território nesta época de maior risco.

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