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Praias Fluviais: Fontes estreia-se com Qualidade de Ouro. Vila de Rei recebe cinco galardões, Abrantes 2 e Mação 1

4/05/2026 às 16:47
Praia Fluvial Fontes

Portugal vai ter este ano 434 praias com Qualidade Ouro, mais oito do que em 2025, anunciou a associação de conservação da natureza Quercus, responsável pela atribuição desta distinção ambiental.
Do total de praias com Qualidade de Ouro distinguidas em 2026, 370 estão localizadas maioritariamente em zonas costeiras (85%), 53 em zonas interiores (12%) e 11 em áreas de transição (3%), quantificou a Quercus, frisando que as regiões Tejo/Oeste e Algarve são as “mais galardoadas”, com 93 e 86 praias, respetivamente.

Em termos municipais, Vila Nova de Gaia (19), Albufeira (19), Almada (17), Matosinhos (13), Vila do Bispo (12) e Torres Vedras (12) são os concelhos com maior número de distinções em 2026.

A associação ambientalista destacou que Norte, a Madeira e o Algarve são as regiões onde se registam as maiores subidas, com mais cinco, mais três e mais duas praias distinguidas com Qualidade de Ouro do que em 2025, respetivamente.

O Alentejo sofreu uma “ligeira descida”, com menos duas praias classificadas do que em 2025, contrapôs a Quercus, referindo que as regiões de Tejo/Oeste, Centro e Açores mantiveram o número de distinções do ano passado.

Estreiam-se nesta listagem a praia de Fontes (interior), em Abrantes, na região Tejo/Oeste, e a praia de Boaventura (costeira), em Santa Cruz, na região autónoma da Madeira.

Mas na região do Médio Tejo há mais praias que vão, este ano, ostentar a bandeira de qualidade da água.

A lista apresenta em Abrantes (Aldeia do Mato e Fontes), Ferreira do Zêzere (Castanheira / Lago Azul), Mação (Cardigos), Ourém (Agroal) e Tomar (Montes e Vila Nova – Serra).

A Beira Baixa tem várias praias com esta bandeira de qualidade, com destaque para Vila de Rei com cinco: (Bostelim, Fernandaires, Pego das Cancelas, Penedo Furado e Zaboeira). Há ainda a registar a bandeira de qualidade da água em Oleiros (Açude do Pinto e Cambas) e Proença-a-Nova (Fróia e Malhadal).

Fernandaires / Vila de Rei

Esta distinção é atribuída há 15 anos, antes do início da época balnear, às praias portuguesas que apresentam qualidade da água nas análises efetuadas nos laboratórios das Administrações Regionais Hidrográficas.

Para obter a classificação de Qualidade de Ouro, têm de “ter uma qualidade da água ‘excelente’ na classificação anual das cinco épocas balneares anteriores à última (neste caso, entre 2020 e 2024)”.

Devem também ter alcançado, em todas as análises realizadas na mais recente época balnear (2025), “resultados melhores” para determinados indicadores bacterianos.

Nas águas costeiras e de transição, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 100 ufc/100 ml [unidade formadora de colónicas por mililitro] para os Enterococos intestinais e inferiores a 250 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, precisou a Quercus, referindo-se a um dos indicadores bacterianos analisados.

No que respeita às águas interiores, “todas as análises deverão apresentar valores inferiores a 200 ufc/100 ml para os Enterococos intestinais e inferiores a 500 ufc/100 ml para a Escherichia coli”, prosseguiu.

Para a obtenção do galardão, as praias devem também ter concluído a última época balnear (2025) sem qualquer registo de “ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia”.

Segundo uma portaria publicada em Diário da República, este ano a época balnear decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro. Dentro deste período, os municípios definem a respetiva época balnear.

A Turismo do Centro de Portugal já reagiu a esta lista referindo que a região conta este ano de 2026 com 88 Bandeiras Azuis e 101 praias com Qualidade de Ouro em 2026.

Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, sublinha que “a conjugação destes dois reconhecimentos permite afirmar, com total segurança, que o Centro de Portugal oferece não apenas uma grande diversidade – da costa atlântica às praias fluviais em plena natureza –, mas também uma garantia transversal de qualidade, segurança e sustentabilidade. Este é o resultado de um trabalho consistente dos municípios e de todos os agentes locais, que têm vindo a investir na qualificação da oferta e na valorização ambiental dos seus territórios”.

“Estes indicadores reforçam a confiança de quem nos visita e consolidam o posicionamento da região como um destino de excelência para férias de verão, cada vez mais procurado por turistas nacionais e internacionais”, acrescenta.

Redação c/ Lusa

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