A GNR alertou hoje as populações afetadas pela depressão Kristin para que tenham o máximo de cuidado e usem equipamentos de proteção individual nas reparações que tenham de efetuar nos bens danificados.
Num comunicado hoje divulgado, que é acompanhado por uma mensagem em vídeo, a GNR sublinha que a proteção da vida e a integridade das pessoas é a principal prioridade, mas alerta para duas situações que se têm registado com maior frequência, que são as quedas de telhados durante reparações, sem condições de segurança, e intoxicações por monóxido de carbono resultantes da má utilização de geradores.
A Guarda Nacional Republicana afirma que compreende a situação de vulnerabilidade em que muitas pessoas se encontram e a necessidade urgente de reparar danos causados pelo mau tempo, mas sublinha que “é fundamental que essas intervenções sejam feitas em segurança!”.
Para o efeito, recomenda que sejam utilizados equipamentos de proteção individual adequados (arnês, capacete, calçado antiderrapante) sempre que realizados trabalhos em altura e que se evite subir a telhados em condições de instabilidade, vento forte ou chuva.
Avisa igualmente a população para que coloque os geradores exclusivamente no exterior, em locais bem ventilados, nunca no interior das habitações, garagens ou espaços fechados e que assegure que equipamentos a combustível estão desligados antes de qualquer reabastecimento.
A GNR adianta que irá mantém-se no terreno, de forma próxima e discreta, especialmente junto de quem mais precisa de auxílio.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Lusa
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