Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, apresentou, na reunião de Câmara, um balanço do incêndio rural que começou em Mouriscas no dia 22 de agosto, revelando que a área ardida está provisoriamente estimada em cerca de 271 hectares.
No período de maior empenhamento estiveram envolvidos 638 operacionais, 219 veículos e 19 meios aéreos, dos quais 16 destinados ao combate e três a missões de observação, análise e verificação.
Segundo o presidente da Câmara, o incêndio apresentou um comportamento condicionado pela topografia, pelas características do terreno e pela elevada carga de combustível existente na zona.
A temperatura elevada, a baixa humidade relativa e o vento predominante de sudoeste contribuíram igualmente para a intensidade e propagação das chamas.
A ocorrência entrou em fase de resolução às 00h52 do dia 23 de agosto e evoluiu para conclusão cerca das 05h00. Seguiu-se um período prolongado de vigilância da área afetada para prevenir eventuais reacendimentos.
Os cerca de 271 hectares de área ardida são ainda uma estimativa, ficando o valor definitivo dependente da confirmação pelas entidades competentes.
PJ investiga início do incêndio
Manuel Jorge Valamatos confirmou também que as circunstâncias em que começou o incêndio estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária e pelas entidades com competência nesta matéria.
O autarca explicou que a primeira viatura a chegar ao local terá sido da Junta de Freguesia de Mouriscas, mas que a velocidade e intensidade com que o fogo evoluiu impossibilitaram uma intervenção eficaz.
“A primeira viatura a chegar não conseguiu fazer nada e poucos minutos passavam do início do incêndio”, relatou.
Segundo Valamatos, o foco inicial surgiu numa zona “extremamente complexa” e com uma carga combustível muito elevada, circunstâncias que terão contribuído para uma progressão particularmente rápida.
“O ataque inicial foi impossível de reagir a tão feroz ação”, afirmou.
O presidente da Câmara deixou ainda agradecimentos aos bombeiros, Subcomando Regional, Serviço Municipal de Proteção Civil, Junta de Freguesia de Mouriscas, Associação Humanitária e associações locais.
Destacou particularmente a Casa do Povo de Mouriscas pelo apoio logístico montado durante a emergência, nomeadamente na preparação e distribuição de refeições às centenas de operacionais mobilizados para o combate.