A estabilização do talude da Estrada Nacional 2, na zona do Espinhaço de Cão, em Abrantes, representa um investimento de 1,27 milhões de euros e deverá arrancar durante o quarto trimestre deste ano. A intervenção terá um prazo de execução de 120 dias e, ao contrário do que chegou a ser equacionado, não deverá obrigar ao corte total da estrada.
A informação foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, no período antes da ordem do dia da reunião do executivo desta terça-feira, 8 de setembro, na sequência dos contactos mantidos pelo Município com a Infraestruturas de Portugal (IP).
A Antena Livre já tinha avançado esta informação em 26 de junho. Nesta data a IP tinha confirmado à Antena Livre que a intervenção iria ser realizada através de um contrato em regime de conceção-construção, cabendo ao empreiteiro vencedor elaborar o projeto de execução e realizar a obra. O prazo global previsto para estas duas fases é de 120 dias.
A empreitada destina-se à estabilização do talude ao quilómetro 402,2 da EN2, no Espinhaço de Cão, encontrando-se o processo em fase de celebração do contrato.
“Tem um valor base de 1 milhão e 270 mil euros e encontra-se em fase de celebração do contrato, com a previsão do início dos trabalhos no quarto trimestre, com prazo de 120 dias”, revelou Manuel Jorge Valamatos.
Apesar deste calendário, o presidente da Câmara adiantou que a Infraestruturas de Portugal está a procurar acelerar o início da empreitada, para que os trabalhos possam começar o mais rapidamente possível.
O objetivo apontado é, se a evolução do procedimento e da obra o permitir, conseguir concluir a intervenção até ao final do ano.

Valamatos salientou a dimensão financeira dos trabalhos, considerando tratar-se de “um valor muito significativo de intervenção”, próximo dos 1,3 milhões de euros.
Uma das principais novidades transmitidas pela Infraestruturas de Portugal ao Município prende-se com as condições de circulação durante a empreitada.
Segundo Manuel Jorge Valamatos, a informação disponível neste momento aponta para que não seja necessário proceder ao encerramento total da EN2.
A circulação continuará condicionada na zona do Espinhaço de Cão, mas poderá manter-se através de trânsito alternado.
“Haverá sempre este constrangimento, mas, apesar de tudo, alternado não é tão grave como inicialmente pensávamos, que a estrada teria de ser totalmente cortada”, explicou.
A manutenção da circulação é particularmente importante devido à utilização da EN2 nos acessos a Abrantes e também por coincidir com outra obra que o Município se prepara para iniciar: a intervenção na rotunda do Hospital.
O presidente da Câmara admitiu que, caso fosse necessário fechar completamente a EN2 no Espinhaço de Cão, a autarquia teria de repensar o calendário da obra na rotunda, para evitar maiores constrangimentos no trânsito.
Não estando previsto o corte integral, as duas intervenções poderão avançar, ficando o Município a acompanhar a evolução das obras e a ajustar as medidas de circulação sempre que necessário.
Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes
Ainda no âmbito dos contactos com a Infraestruturas de Portugal, Manuel Jorge Valamatos anunciou que a Linha da Beira Baixa deverá retomar o funcionamento em pleno a partir de 20 de setembro.
A recuperação da infraestrutura ferroviária implicou um investimento de cerca de três milhões de euros e trabalhos de elevada complexidade, incluindo fundações profundas, estruturas de betão armado assentes em microestacas, melhoria das condições de drenagem e colocação de cerca de 5.500 metros cúbicos de enrocamento nos taludes.
Foram igualmente realizados trabalhos de estabilização e contenção e a reposição da via e das infraestruturas associadas.
Manuel Jorge Valamatos classificou a intervenção como “muito relevante” e “muito importante”, sobretudo pela necessidade de garantir condições de segurança e confiança aos utilizadores da Linha da Beira Baixa.