A Universidade Politécnica de Tomar e a Universidade Autónoma de Lisboa formalizaram um consórcio que pretende reforçar a cooperação entre as duas instituições, através da criação de novos cursos, projetos de investigação e intercâmbio de estudantes e professores. A parceria prevê ainda a possibilidade de instalar novas unidades de ensino fora das atuais sedes universitárias.
O acordo foi formalizado em Tomar e estabelece uma colaboração entre o ensino superior público e privado, com o objetivo de aproveitar os recursos e as competências das duas instituições.
Entre as iniciativas previstas estão a criação de novos ciclos de estudos, o desenvolvimento de projetos de investigação e inovação, a constituição de unidades de investigação e a prestação de serviços à comunidade.
O consórcio poderá também criar unidades orgânicas fora das sedes das duas universidades, alargando a presença territorial e a oferta de ensino superior.
António de Lencastre Bernardo, presidente do Conselho de Administração do Grupo Autónoma, considera que esta parceria representa um passo importante na cooperação entre os setores público e privado.
O responsável defende que o consórcio poderá criar novas oportunidades para os estudantes, promover projetos de investigação e contribuir para o desenvolvimento das regiões onde as instituições estão inseridas.

Por sua vez, o reitor da Universidade Politécnica de Tomar, João Freitas Coroado, destaca que o acordo permitirá potenciar competências e criar novas oportunidades de formação e inovação.
João Coroado pretende que a parceria se traduza em projetos concretos, capazes de afirmar o ensino superior como um agente impulsionador do desenvolvimento territorial.
O consórcio terá sede no campus da Universidade Politécnica de Tomar e será dirigido alternadamente pelas duas instituições, com mandatos de três anos.
A parceria surge numa nova fase da instituição de Tomar, que passou a Universidade Politécnica no dia 1 de agosto, reforçando agora a aposta na cooperação académica, científica e territorial.