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Caça: Matadouros móveis podem ser a solução para diminuir a população de javalis (c/áudio)

20/04/2026 às 10:15

Os javalis são, cada vez mais, um problema para os agricultores, principalmente no interior do país, ou nas zonas de baixa densidade populacional. É uma espécie que cresce e que mesmo o aumento da caça e da realização de mais montarias para controlo populacional da espécie não estão a resolver um problema.

É que, mesmo em zonas da caça, com as regras sanitárias que estão impostas, muito por causa das doenças, principalmente da peste suína africana, há muitos locais em que a carne não entra no mercado ou não é aproveitada.

Nesse sentido o governo tem uma medida que pode ser a solução ou ajudar a resolver o maior problema. São os matadouros móveis. De forma simples esta medida pretende facilitar o abate em zonas sem infraestruturas próximas e apoiar pequenos produtores, permitindo que o processo seja feito no local. Com estas estruturas haverá necessidade de preparar o enquadramento legal que permita o abate nas explorações. É uma medida muito direcionada para as regiões do interior.

À margem da inauguração da Feira do Fumeiro, em Sardoal, o secretário de Estado da Agricultura referiu que o javali é uma ameaça a algumas populações, quando entram em alguns meios mais urbanizados, porque está cada vez mais a conviver com o ser humano. Mas é um animal selvagem. Mas o governante destacou a outra ameaça que representa: “como aconteceu na nossa vizinha Espanha, nomeadamente na Catalunha, o javali foi portador de uma doença que nós já erradicámos há muitos anos que é a peste suína africana.”

Havendo essa ameaça, João Moura, diz que a mesma tem de ser controlada. Havia um problema com a carne desta espécie. Os javalis caçados em Portugal iam para Espanha porque em Espanha a taxa do IVA era mais baixa do que em Portugal. Neste momento a taxa de IVA já baixou e está igual ao da carne de consumo normal.

Depois, indicou ainda o governante, de acordo com as associações de caçadores “ampliámos as horas permitidas os dias permitidos para haver aqui um incentivo maior que haja uma caça maior, porque o número de efetivos é uma espécie que não tem predadores, portanto que circula na natureza na sua livre vontade e é um grande predador de outras espécies.”

Depois a questão principal, que se coloca é o abate. E dando o exemplo os caçadores da Sertã, Beira baixa, teriam de fazer esse trabalho em Miranda do Douro, onde está o único matadouro credenciado para o fazer.

O secretário de Estado explicou que “é precisamente por isso que na semana passada lançámos uma iniciativa legislativa que vem de encontro à criação de matadouros móveis. ” E acrescentou que estes matadouros móveis possam ser unidades, não só de abate, mas principalmente no caso da caça, de transformação das peças de caça. E que possam recolher as vísceras que são subprodutos ou as partes das carcaças boas que depois seguem o caminho do circuito normal."

João Moura, secretário de Estado da Agricultura

O secretário de Estado da Agricultura indicou que com esta iniciativa legislativa passa a haver um enquadramento legal e que o próximo passo é dotar o país com estas infraestruturas para dar resposta a esta necessidade.

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