A Piscina Municipal de Abrantes esteve encerrada durante três dias na sequência de uma análise bacteriológica à água que apresentou um resultado positivo. A situação foi esclarecida na reunião do executivo municipal desta terça-feira, depois de o vereador do CHEGA, Nuno Serras, ter questionado o Município sobre os motivos concretos que levaram ao encerramento do equipamento.
O vereador começou por recordar que o Município tinha indicado que o encerramento se devia a “motivos técnicos”, considerando que essa justificação era demasiado abrangente, e questionou especificamente que problema tinha sido detetado nas piscinas municipais.
A resposta começou a ser dada pelo vereador com o pelouro do Desporto, Luís Dias, que explicou que o encerramento aconteceu na sequência de uma análise realizada no âmbito do controlo de qualidade da água, tendo sido detetado um resultado positivo.
O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, esclareceu que o procedimento obrigava à elaboração de um relatório técnico e à respetiva autorização da autoridade de saúde.
“É tão simples como isso. Nós temos um conjunto de entidades que regulam o funcionamento destes espaços públicos, nomeadamente a saúde pública”, explicou Luís Dias.
Segundo o vereador, perante o resultado da análise, o delegado de saúde determinou o encerramento de um dos tanques. Como consequência, foi necessário encerrar todo o complexo de piscinas.
O Município avançou de imediato para uma contra-análise, que apresentou um resultado negativo. No entanto, a piscina não pôde reabrir imediatamente porque era necessária autorização da Saúde Pública.
“Fizemos contra-análise que deu logo o resultado negativo. Mas como se meteu o fim de semana, nós não tivemos hipótese”, explicou Luís Dias.
O autarca explicou ainda que a análise ocorreu depois de um dia de grande utilização da piscina, coincidente com as comemorações do Dia Internacional da Juventude, que levaram “montes de gente” ao equipamento.
O resultado da análise revelou um valor bacteriológico acima do permitido, embora, segundo o presidente da Câmara, não se tratasse de uma situação extraordinária.
“Primeiro está a saúde das pessoas. Nós também compreendemos que o delegado de saúde está a fazer o seu trabalho”, afirmou Manuel Jorge Valamatos.
Questionado diretamente sobre a natureza do problema, o presidente confirmou que se tratou de uma questão bacteriológica.
Luís Dias sublinhou ainda que a piscina municipal funciona com um sistema de “caleiras finlandesas”, que permite a renovação permanente da água. Por isso, quando foi realizada a contra-análise, a água já apresentava condições adequadas.
Apesar disso, a reabertura não podia ser feita apenas com base no resultado da nova análise. “Nós não podíamos reabrir porque não tínhamos autorização da Saúde Pública”, explicou o vereador, acrescentando que uma reabertura sem essa autorização significaria incumprir uma notificação da autoridade de saúde.
O Município garante, entretanto, que a situação está ultrapassada e que a Piscina Municipal de Abrantes voltou a funcionar normalmente, sem que tenha sido identificado qualquer problema de maior.