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Médio Tejo: Presidente da Comunidade Intermunicipal pede conclusão do IC9

14/02/2026 às 10:52
Foto de Outubro de 2025

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo defendeu hoje a conclusão do IC9 e a requalificação ou a construção de novas pontes sobre o Tejo na Chamusca e em Constância.

“Não precisamos só da conclusão do IC9, precisamos da conclusão do IC9 e de um conjunto de outras infraestruturas”, disse à Lusa Manuel Jorge Valamatos, considerando que são também necessárias alternativas às atuais pontes da Chamusca e de Constância.

A ponte da Chamusca apresenta sinais de degradação que obrigam à circulação rodoviária de forma alternada por razões de segurança.

Na ponte de Constância, também por razões de segurança, é proibida a circulação de veículos pesados.

Para Manuel Jorge Valamatos, também presidente da Câmara de Abrantes, os problemas provocados pelas cheias na região são uma oportunidade para se voltar a falar da urgência destas infraestruturas rodoviárias, que há muito são reivindicadas pela população.

“Neste contexto que estamos a viver, aquilo que aprendemos é que, mais uma vez, se torna urgente a conclusão do IC9. E nós queremos acreditar que este Governo, pelas reuniões diferentes que temos tido, sobretudo com as zonas industriais, particularmente com a zona industrial do Tramagal, e agora também por esta experiência que estamos a viver, perceba de uma vez por todas a importância da conclusão do IC9”, sublinhou.

Para o autarca, a construção/requalificação das pontes da Chamusca e de Constância, bem como a melhoria da rede viária, são fundamentais para a região do Médio Tejo e para a coesão territorial.

“Esta região merece uma atenção que já deveria ter acontecido há muitos anos”, disse Manuel Jorge Valamatos, convicto de que nas regiões de Lisboa ou do Porto as infraestruturas em causa já teriam sido construídas.

“Este aspeto da coesão territorial é absolutamente decisivo para um país que se quer mais igual. Estas questões da mobilidade, da acessibilidade aqui no nosso território são determinantes e nós não podemos ficar sossegados enquanto este território não for olhado como outro qualquer no país. E, volto a dizer, em qualquer sítio em Lisboa ou em qualquer sítio do Porto estas situações já estavam resolvidas”, concluiu o presidente da CIM do Médio Tejo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Lusa

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