A capacidade do Cemitério do Rossio ao Sul do Tejo foi levantada na reunião da Câmara Municipal de Abrantes pelo vereador do PSD João Morgado. O eleito questionou se o espaço está próximo do limite e se o Município terá de avançar para uma ampliação ou para a construção de um novo cemitério. Manuel Jorge Valamatos apontou como solução a gestão e reutilização das sepulturas, recorrendo aos ossários instalados pelo Município.
João Morgado recordou que já tinha chamado a atenção para o problema no mandato anterior, quando integrava a Assembleia de Freguesia, embora se trate de um cemitério municipal cuja gestão é assegurada pela Junta de Freguesia no âmbito da transferência de competências.
“Queríamos perceber, primeiro que tudo, se estamos ou não a chegar ao limite do Cemitério do Rossio ao Sul do Tejo e, se sim, qual é a solução”, questionou o vereador, colocando como hipóteses a ampliação do atual espaço ou a construção de um novo cemitério.
João Morgado, vereador PSD Abrantes
Na resposta, Manuel Jorge Valamatos não indicou qual a capacidade atualmente disponível no cemitério, mas defendeu que a solução passa por uma gestão que permita a reutilização das sepulturas, evitando sucessivas ampliações.
O presidente da Câmara explicou que, depois de cumpridos os prazos legais e quando estejam reunidas as condições para a exumação, as ossadas podem ser transferidas para ossários, libertando sepulturas para novas utilizações.
Foi precisamente com esse objetivo, acrescentou, que o Município realizou um investimento na instalação de ossários em Alferrarede e no Rossio ao Sul do Tejo.
“Caso contrário, não paramos de ampliar ou construir novos cemitérios”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, defendendo a necessidade de assegurar uma maior rotatividade na utilização das sepulturas.
Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes
O presidente da Câmara aproveitou ainda o debate para explicar que discorda da venda definitiva de sepulturas, uma prática que, segundo referiu, ocorreu durante muitos anos e contribuiu para limitar a capacidade disponível nos cemitérios.
Por essa razão, indicou, nos novos espaços o Município tem procurado não alienar sepulturas ou talhões, permitindo que possam voltar a ser utilizados no futuro.
A questão colocada pelo PSD fica, contudo, sem uma quantificação concreta sobre quanto espaço resta atualmente no Cemitério do Rossio ao Sul do Tejo. A resposta do presidente aponta, para já, para a reutilização das sepulturas e utilização dos ossários como estratégia municipal para responder à pressão sobre a capacidade, em vez da construção imediata de um novo cemitério.